Bolsas da Europa têm saldo positivo, apesar de incertezas sobre conflito no Irã
Os índices europeus encerraram a sessão desta terça-feira (24) em alta, estendendo os ganhos do dia anterior, apesar das incertezas sobre a duração do conflito no Irã em meio a declarações conflitantes de autoridades iranianas e norte-americanas.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,43%, aos 579,28 pontos.
Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,72%, aos 9.965,16 pontos; e o CAC 40, de Paris, fechou com alta de 0,23%, aos 7.743,92 pontos.
Apenas o DAX, de Frankfurt, encerrou com queda de 0,07%, aos 22.636,91 pontos, na contramão do desempenho dos principais índices da Europa.
O que movimentou os mercados europeus hoje?
As declarações controversas de autoridades iranianas e norte-americanas sobre negociações de um cessar-fogo concentrou as atençõs dos investidores.
Ontem (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington já havia tido “conversas muito, muito fortes” com Teerã mais de três semanas após o início da guerra.
O Irã, porém, negou publicamente a afirmação. Nesta terça-feira, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que nenhuma negociação para o fim da guerra no Oriente Médio ocorreu com os Estados Unidos e afirmou que a informação passada por Trump era fake news para acalmar o mercado financeiro.
Já no final desta tarde, o presidente Trump disse a repórteres que os Estados Unidos estão conversando com “as pessoas certas” no Irã para chegar a um acordo para acabar com as hostilidades, acrescentando que os iranianos querem muito chegar a um acordo.
Os analistas do Swissquote Bank mencionam que os comentários do mandatário norte-americano não foram capazes de acalmar os mercados por um período prolongado, dada a continuidade de ofensivas do lado iraniano.
A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, ressaltou os riscos de um conflito prolongado, mas prometeu diálogo com bancos e supermercados para atenuar os possíveis impactos da guerra para os clientes.
No mesmo sentido, o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Huw Pill, afirmou que o BC britânico está pronto para responder às possíveis pressões inflacionárias, caso seja necessário, para garantir estabilidade.
Para a Capital Economics, o conflito no Oriente Médio já está contribuindo significativamente para o aumento da inflação e a redução do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na zona do euro e no Reino Unido.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters