Bolsas da Europa recuam de olho na alta do petróleo e economia da zona do euro
As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira (30), pressionadas pela retomada da alta do petróleo em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã.
Já os dados de inflação dos EUA, por outro lado, aliviaram apostas de aperto pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), mas o avanço da energia e sinais mistos da economia europeia limitaram o apetite por risco.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com baixa de 0,50%, aos 634,89 pontos.
Entre os principais índices, em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,29%, a 10.606,00 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,79%, a 25.199,19 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,89%, a 7.964,51 pontos.
O que movimentou a Europa hoje?
No campo macroeconômico, o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos EUA, assim como o índice cheio, subiram menos do que o esperado em agosto, reforçando apostas de pausa no aumento de juros pelo Fed.
A Capital Economics avaliou que a leitura mostrou pressões inflacionárias menores que o temido.
Na Europa, o indicador de preços CPI da Alemanha acelerou mais que o previsto, enquanto o PIB do Reino Unido cresceu além do esperado no segundo trimestre.
Entre as ações, em Londres, Greggs fechou em alta de quase 8% após anunciar uma reestruturação de sua operação industrial, que prevê o fechamento de quatro unidades e pode afetar 740 empregos. Saga, companhia especialista em produtos e serviços para pessoas acima dos 50 anos, saltou mais de 20%, enquanto Oxford Nanopore, do setor de biotecnologia, avançou mais de 7%.
A alta dos metais ajudou a impulsionar as mineradoras Rio Tinto e Antofagasta na capital britânica. No setor de energia, o subíndice europeu de petróleo e gás caiu cerca de 1%.
Na Alemanha, o governo determinou que a estatal SEFE compre e armazene 8 terawatt-hora (TWh) adicionais de gás natural até 15 de dezembro, em meio à preocupação com o nível das reservas antes do inverno do Hemisfério Norte e aos riscos geopolíticos sobre a oferta.
*Com informações da Dow Jones Newswires