Bolsas da Europa fecham sem direção única com incertezas políticas na França e Espanha
As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta segunda-feira (5) com queda de quase 1% em Paris diante dos receios de que a tensão fiscal na França possa se alastrar para outras partes do continente europeu, o que levou o euro a cair ante o dólar.
Os investidores também ponderam o impacto dos preços do petróleo devido às incertezas geopolíticas, bem como sinais da trajetória de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), à espera da divulgação da ata da última reunião de política monetária.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,36%, aos 633,62 pontos.
Entre os principais índices, em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,34%, a 10.497,94 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,09%, a 25.254,21 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,80%, a 7.834,10 pontos.
O que movimentou a Europa hoje?
A preocupação com o endividamento da França e as expectativas de como o tema será tratado pelos candidatos na eleição presidencial de 2027 levavam os investidores a venderem suas posições em Paris.
A candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, fará um discurso na terça-feira (6) e, para a Eurasia, ela buscará abordar os receios do mercado. O índice francês também foi pressionado pela queda de 10% da Schneider Electric, que anunciou a compra da PTC, americana do setor de software.
Também no front político, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, convocou novas eleições parlamentares para o próximo mês, após protestos contra os altos custos de moradia, o que aumenta a instabilidade que abala a política europeia.
Para a Capital Economics, no entanto, a eleição espanhola deve ter impacto limitado sobre a economia e a dívida.
Paralelamente, a queda nos preços do petróleo abriu espaço para os ganhos acionários. O setor de bancos avançou mais de 1,3% e o de energia ficou praticamente estável.
Apesar do alívio nos preços de energia, o dirigente do BCE Joachim Nagel (Alemanha) alertou que os riscos de alta predominam nas perspectivas de inflação da zona do euro e que a elevada incerteza em torno das perspectivas de inflação “exige flexibilidade, e não inação”.
*Com informações da Dow Jones Newswires