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Even (EVEN3): Balanço do 4T25 não anima e ações caem 5% na bolsa; veja o que dizem analistas

24 mar 2026, 12:01 - atualizado em 24 mar 2026, 12:02
Construção civil construtoras (Imagem: Drazen_/istockphoto)
Even (EVEN3) cai 5% na bolsa após balanço do 4T25; analistas veem números em linha, mas mantêm cautela com caixa e estoques (Imagem: Drazen_/istockphoto)

As ações da Even (EVEN3) reagem negativamente ao balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), publicado na noite de ontem (23). Entre analistas, a leitura, em geral, é de que os números vieram dentro do esperado.

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Por volta das 11h (horário de Brasília), os papéis da companhia recuavam cerca de 5,2% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 6,91, enquanto o Ibovespa caía 0,1%. Acompanhe o tempo real.



Entre outubro e dezembro passados, a incorporadora paulistana registrou lucro líquido de aproximadamente R$ 45 milhões, alta de 47,4% em relação ao mesmo intervalo de 2024 e em linha com as projeções do BTG Pactual.

Em relatório, o banco destacou que a receita da empresa foi de R$ 484 milhões no período, avanço de 7,6% na mesma comparação e também próxima das estimativas.

A margem bruta ajustada, por sua vez, ficou em 38,6% no trimestre, aumento de 6,7 pontos porcentuais na base anual e 3,7 pontos acima do esperado pelos analistas.

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O desempenho, porém, foi impulsionado por fatores não recorrentes, como revisões de custos para baixo em alguns projetos, além de maior reconhecimento de lançamentos, o que ajuda a explicar o desempenho negativo das ações.

“O 4T25 não trouxe muitas novidades. O lucro líquido ficou amplamente em linha com nossas estimativas, embora tenha sido impulsionado por alguns itens não recorrentes, enquanto o consumo de caixa foi ligeiramente superior ao projetado”, disse o BTG.

Queima de caixa

A Even reportou um consumo de caixa de R$ 79 milhões entre outubro e dezembro, acima da expectativa de R$ 60 milhões do banco.

Segundo os analistas da casa, o movimento refletiu, principalmente, os esforços da empresa para reabastecer seu estoque de terrenos (landbank).

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Além disso, após pagar R$ 150 milhões em dividendos para evitar a nova tributação, a dívida líquida da incorporadora chegou a R$ 545 milhões ao final do ano passado, implicando um índice de alavancagem de 25%, contra 20% em 2024, ainda considerado “administrável” pelo BTG.

“Embora gostemos da estratégia da Even de direcionar suas operações para projetos de alto padrão, continuamos cautelosos em relação ao segmento de média e alta renda dado o cenário macroeconômico mais fraco, que já está começando a impactar o ritmo das vendas. Por isso, mantemos nossa recomendação neutra para as ações”, afirmou o banco, destacando que os papéis negociam a um múltiplo de 5,5 vezes o P/L para 2026 e 0,8 vez o P/VP.

O que diz o BBI

Na mesma linha, o Bradesco BBI também avaliou que os resultados vieram, em geral, alinhados às expectativas do consenso de mercado.

Entre os destaques, a instituição apontou o crescimento anual da receita, destacando, porém, que o número ficou 2% abaixo do estimado.

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“Apesar de a empresa obter um cronograma robusto de lançamentos, a visibilidade da demanda permanece baixa no segmento de alta renda, em meio a taxas de juros ainda elevadas e um ciclo eleitoral iminente”, disse o BBI.

“Esses fatores devem ser obstáculo para ações de baixa liquidez e construtoras de renda média a alta em 2026”, continuou, ao reiterar a recomendação neutra para EVEN3.

O que diz o Safra

Os analistas do Safra, por sua vez, ressaltaram que o lucro da companhia superou em 12% suas estimativas, enquanto a receita veio 3% acima do projetado.

Segundo eles, o maior reconhecimento de lançamentos recentes com margens mais altas, aliado a revisões de custos, ajudou a elevar a margem bruta ajustada, que ficou 7,3 pontos porcentuais acima da previsão interna.

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Por outro lado, apontaram que pagamentos mais elevados por terrenos e o ritmo das obras contribuíram para a queima de caixa de R$ 64 milhões no trimestre.

“Mantemos nossa classificação neutra para as ações, considerando os níveis de estoque elevados, de 20 meses de vendas, e o pipeline de lançamento de grandes empreendimentos de alto padrão em condições macroeconómicas mais adversas, o que pode pressionar o balanço e a rentabilidade”, escreveram.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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