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Braskem (BRKM5) está por trás de aumento de R$ 3,6 bilhões na inadimplência do Banco do Brasil (BBAS3)

12 fev 2026, 14:52 - atualizado em 12 fev 2026, 15:55
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(Imagem: Instagram/Braskem)

Após indicar, em seu resultado trimestral, que a alta da inadimplência foi impactada por um “caso específico” de R$ 3,6 bilhões na carteira de títulos e valores mobiliários (TVM) com características de crédito, o Banco do Brasil (BBAS3) teve a exposição atribuída à Braskem (BRKM5), segundo fonte com conhecimento direto do assunto disse ao Money Times.

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De acordo com a apresentação do banco, o indicador de inadimplência acima de 90 dias teria sido elevado por um evento pontual envolvendo uma empresa do segmento Atacado. O índice seria de 4,88% sem o caso específico; com o impacto, alcançou 5,17%.

A exposição não estaria na carteira tradicional de crédito, mas sim em instrumentos classificados como títulos de valores mobiliários (TVM) — papéis que, embora contabilmente tratados como títulos, possuem natureza econômica semelhante a operações de financiamento.

Durante entrevista com jornalistas, o vice-presidente de controles internos do BB, Felipe Prince, afirmou que a dívida foi repassada a um fundo que compra créditos de maior risco e que não trará novos impactos ao banco. A inadimplência, segundo ele, foi registrada unicamente durante a negociação.

A Braskem vive um momento de pressões financeiras significativas e é público que renegocia suas dívidas. A petroquímica enfrenta uma estrutura de capital altamente alavancada, com dívida bruta de vários bilhões de dólares e um ciclo prolongado de spreads comprimidos no setor petroquímico, que reduz margens e geração de caixa operacional.

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No final do terceiro trimestre de 2025, a dívida bruta consolidada da petroquímica era de US$ 10,1 bilhões.

O quadro tem levado a empresa a negociar com credores e preparar um plano de recuperação extrajudicial, com o objetivo de apresentar propostas até março de 2026, em meio à transição de controle acionário que envolve a gestora IG4 Capital e a Novonor.

Procurados, Braskem e Banco do Brasil não quiseram se posicionar oficialmente.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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