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FGC deve votar proposta para recompor cerca de R$ 50 bilhões relacionados ao caso Master, diz jornal

09 fev 2026, 9:35 - atualizado em 09 fev 2026, 9:35
fgc
(Imagem: Getty Images/Canva)

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) já conta com um plano para recompor o caixa, após precisar desembolsar uma bolada para arcar com o pagamento aos investidores das empresas do grupo Master liquidadas pelo Banco Central (BC).

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Segundo informações d’O Globo, o conselho de administração do FGC votará nesta semana uma antecipação das contribuições ordinárias e a inclusão de contribuição extraordinária.

De acordo com o jornal, o fundo precisa levantar cerca de R$ 50 bilhões para conseguir compensar o impacto do seguro relacionado às instituições já liquidadas. Além disso, há preocupações sobre novos desdobramentos do caso Master e consequentes novos impactos.

A proposta considera antecipar as contribuições ordinárias dos associados do FGC em 2026, 2027 e 2028, além de uma contribuição extraordinária com prazo indeterminado, diz o jornal. Paralelo a isso, os bancos avaliam com o BC a possibilidade de direcionar o compulsório para reforçar a liquidez do fundo e ao mesmo tempo poupar os caixas das instituições.

O compulsório se refere à parcela do dinheiro dos correntistas que os bancos são obrigados a manter depositada no Banco Central. O mecanismo tem como função a manutenção da estabilidade financeira e de combate à inflação.

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Procurado pelo Money Times para confirmação do plano, o FGC não retornou até o momento de publicação desta matéria.

Como funciona o FGC

O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, para o total de depósitos e créditos contemplados nele em cada instituição ou conglomerado prudencial associado. Além disso, há um teto de R$ 1 milhão por período de quatro anos, no caso de quebra de mais de uma instituição no mesmo período.

Os instrumentos garantidos incluem, entre outros, poupança, Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), conforme regulamento.

A liquidação do Banco Master, Banco Master de Investimentos, Letsbank e Will Bank demandou uma bolada estimada em R$ 46,9 bilhão em ressarcimento pelo fundo. Em novembro de 2025, o FGC contava com cerca de R$ 125 bilhões em saldo. Portanto, considerando o ressarcimento total projetado, o desembolso representaria mais de 37,5% da reserva de liquidez do fundo.

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Tendo em vista o empréstimo feito ao Master e também como forma de o FGC se estruturar para eventuais desdobramentos, a perspectiva é de que o fundo precise levantar mais de R$ 50 bilhões.

A proposta na mesa

O FGC é mantido por contribuições das instituições financeiras associadas, que fazem um repasse mensal de 0,01% do total de depósitos elegíveis à garantia de cada uma.

Segundo O Globo, o plano para recomposição prevê a antecipação dos pagamentos mensais em três pedaços:

  • A primeira antecipação ocorreria em três parcelas ainda neste ano, entre março e maio, totalizando 60 meses de adiantamento;
  • Em março de 2027, ocorreria a antecipação de mais 12 parcelas mensais;
  • Outra antecipação de 12 parcelas em março de 2028.

A expectativa é de que os repasses sejam remunerados à taxa Selic.

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A proposta prevê também uma contribuição extraordinária de 0,06% ao ano, com prazo indeterminado, diz o jornal.

Tendo em vista a antecipação dos pagamentos ordinários, os pagamentos mensais ocorreriam apenas para o extraordinária. De acordo com fontes consultadas pelo jornal O Globo, o plano levantaria um pouco mais de R$ 40 bilhões para o FGC.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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