Fim da escala 6×1? Em alguns países, a jornada já é de pouco mais de 32 horas semanais
Com a tramitação, na Câmara dos Deputados, da proposta que prevê mudanças na escala 6×1, ganha força o debate sobre como jornadas menores podem impactar a qualidade de vida dos trabalhadores.
Atualmente, a legislação brasileira estabelece jornada de até 8 horas diárias e 44 horas semanais para a maioria dos trabalhadores regidos pela CLT.
A versão mais recente da PEC mantém o limite de 8 horas por dia, mas reduz a carga semanal para 40 horas. O texto original previa uma jornada de 36 horas semanais.
A discussão não acontece apenas no Brasil. Diversos países já adotam jornadas médias significativamente menores, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
Os 10 países com as menores jornadas de trabalho
- Holanda — 32,1 horas semanais
- Dinamarca — 32,4 horas semanais
- Alemanha — 34,4 horas semanais
- Suíça — 34,4 horas semanais
- Irlanda — 34,9 horas semanais
- Áustria — 35,5 horas semanais
- Itália — 35,6 horas semanais
- Austrália — 35,9 horas semanais
- Suécia — 35,9 horas semanais
- França — 36,1 horas semanais
O que explica as jornadas menores?
Em muitos desses países, a menor carga horária está associada a fatores como maior produtividade, elevada participação de empregos de meio período, acordos coletivos mais amplos e políticas voltadas ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
A Holanda, líder do ranking, é um exemplo. O país possui uma das maiores taxas de trabalho em tempo parcial do mundo, especialmente entre mulheres, o que reduz a média de horas trabalhadas por semana.
*Sob supervisão de Renan Dantas