Eleições 2026

Flávio Bolsonaro promete denunciar Lula no STF por fala sobre ‘traidores’; veja o que o presidente disse

02 jun 2026, 18:25 - atualizado em 03 jun 2026, 9:28
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) (Imagem Montagem Money Times Agência Senado)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) (Imagem Montagem Money Times Agência Senado)

A campanha do pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), informou que ele irá denunciar, ainda nesta terça (2), ao Supremo Tribunal Federal (STF) supostos “crimes praticados” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Em nota, a assessoria do parlamentar relatou que “Lula afirmou que o senador deveria ter o mesmo destino que Tiradentes e ser morto por enforcamento. De acordo com Flávio Bolsonaro, a fala do presidente configura crime de ameaça e de incitação ao crime”.

O fato relatado pela campanha do pré-candidato seria sobre o discurso de Lula no Instituto Federal de Educação Goiano, no qual Lula atacou a família Bolsonaro por, segundo ele, conspirar nos Estados Unidos contra o Brasil . O presidente chamou os integrantes da família de “traidores“.

No discurso, o presidente afirmou que os “filhos do (Jair) Bolsonaro conseguem ser pior do que ele”, se referindo ao pai de Flávio e Eduardo Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

Em seguida, Lula cita os traidores da pátria e comete um erro histórico. Lula diz que, por muito menos, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi enforcado. Na verdade, Tiradentes, ao ser delatado, foi enforcado e esquartejado. Silvério dos Reis chegou a ser preso, mas foi liberado e recompensado pela sua delação pela Coroa Portuguesa, no final do século 18.

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“São vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm de dizer em alto e bom som. São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado“, disse Lula, sem citar Flávio Bolsonaro nominalmente.

“O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país? Pensem, meditem, porque esse cidadão hoje aparece na imprensa dizendo: eu não falei nada, eu não falei nada. Todo covarde é assim, fala a m**da que fala e depois não tem coragem de assumir o que fala e fica tentando mentir”, disse Lula.

No final do discurso, Lula retomou a fala sobre o tema, mas sem falar sobre enforcamento. “Esse negócio que eu falei do filho do Bolsonaro é muito sério. Não é normal um cidadão de um país ir a outro país pedir intervenção contra seu país. Então, leve isso a sério, porque, se isso não for levado a sério, ser traidor significa não ser mais crime nesse país. E nós já temos a história de Judas e já temos a história de Tiradentes. E nós não queremos mais traidores”, concluiu.

Posteriormente, a reportagem do Money Times indagou a assessoria de Flávio Bolsonaro por Lula não ter dito literalmente que Flávio Bolsonaro merece uma condenação pela traição à pátria. A resposta foi que “Quem vai dizer é o juiz”.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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