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Gringos injetam R$ 26,3 bilhões na B3 em janeiro e fluxo estrangeiro já supera todo 2025

03 fev 2026, 17:21 - atualizado em 03 fev 2026, 17:21
B3 - renda fixa
(Imagem: Money Times/Giovana Leal)

A bolsa de valores brasileira, a B3, começou 2026 com fluxo recorde de investimentos estrangeiros. Os gringos injetaram R$ 26,3 bilhões na bolsa brasileira no primeiro mês de 2026, marcando o melhor mês desde o início de 2022.  

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O montante também supera os R$ 25,5 bilhões aportados em todo 2025, segundo dados da B3.  

A forte entrada de recursos estrangeiros também fez o Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa brasileira, disparar 12,6% em janeiro, marcando o maior desempenho mensal desde novembro de 2020 e o melhor janeiro em 20 anos.

O gatilho por trás do fluxo estrangeiro foi a rotação global, iniciada na última quinzena de janeiro – com a saída de dólares dos mercados norte-americanos com a escalada de tensões geopolíticas, protagonizadas pelo presidente Donald Trump, na Venezuela, Groenlândia e Irã.  

“Diante de crescentes incertezas geopolíticas envolvendo algumas das principais potências mundiais, os investidores seguem reduzindo a exposição em ativos norte-americanos, em busca de maior diversificação geográfica”, destacaram os estrategistas do Itaú BBA, Victor Natal e Mathias Venosa.  

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“Dada a relevância do mercado acionário dos Estados Unidos – cerca de metade do valor de mercado de todas as ações globais – o fluxo foi intenso não apenas para o Brasil, mas para vários outros países, com destaque para os mercados emergentes”, destacou a dupla.  

Na avaliação da XP, o Brasil passou a se descolar de forma mais relevante de seus pares, à medida que uma fase de performance relativamente superior mais intensa se traduziu em uma expansão mais visível dos múltiplos relativos. 

Ainda segundo a corretora, o mercado brasileiro continua se destacando entre os mercados globais de ações, combinando valuations relativamente mais atrativos com fundamentos corporativos sólidos. 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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