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Foodtechs combatem desperdício de alimentos

12 set 2022, 7:26 - atualizado em 12 set 2022, 7:27
Alimentos
A ideia é comercializar aquilo que seria descartado por estar perto do prazo de validade ou fora do padrão estético adotado pelo mercado, apesar de ter valor nutricional e ser apropriado para o consumo (Imagem: Unsplash/@chitz201)

Inconformados com os números de desperdício de alimentos no mundo, alguns empreendedores decidiram encontrar saídas para o problema com a ajuda da tecnologia.

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São startups ligadas ao setor alimentício (as chamadas foodtechs) com soluções para conectar produtores, indústria e varejo ao consumidor final.

A ideia é comercializar aquilo que seria descartado por estar perto do prazo de validade ou fora do padrão estético adotado pelo mercado, apesar de ter valor nutricional e ser apropriado para o consumo.

É a cenoura torta, o tomate com um furo na pele, o pé de escarola meio murcho, o queijo que vence logo mais. E o melhor da história: além de combater o desperdício, essas startups estão gerando economia em toda a cadeia. Quem produz ou comercializa os alimentos acaba lucrando com aquilo que antes ia para o lixo, e o consumidor final, em tempos de inflação alta, consegue rechear a geladeira pagando até 40% menos, em média.

Segundo o Índice de Desperdício de Alimentos 2021, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da organização britânica de resíduos WRAP, 931 bilhões de toneladas de comida vão para o lixo. Isso significa que 17% dos alimentos disponíveis em mercados, residências e restaurantes foram descartados e cerca de 14% da produção foi perdida entre a colheita e o varejo.

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Iniciativas

Entre as foodtechs que trabalham para mudar esses números está a Food to Save, que evitou o descarte de mais de 300 toneladas de alimentos na capital paulista, no Grande ABC, em cidades do interior de São Paulo e no Rio de Janeiro desde o início de sua operação, em 2021.

A startup entrega produtos de parceiros – restaurantes, padarias, hortifrútis e confeitarias – que não foram vendidos na operação do dia e demandam consumo mais imediato.

Entre as marcas, estão Starbucks At Home, Rei do Mate, Dengo Chocolates, Havanna, padaria Bella Paulista e Brownie do Luiz. Os descontos chegam a 70% para os usuários e a receita gerada aos estabelecimentos, a mais de R$ 3 milhões.

O CEO da foodtech, Lucas Infante, conta que a ideia surgiu quando ele trabalhava em uma franquia de supermercado na Espanha. “Via diariamente um desperdício considerável de alimentos, enquanto tanta gente passava fome lá fora”, diz. O modelo da Food to Save é simples, segundo o empreendedor. Os pedidos podem ser feitos direto no site da empresa ou pelo aplicativo.

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No caso do hortifrúti online Mercado Diferente, o foco está em combater o desperdício e tornar os produtos orgânicos mais acessíveis à população. O esquema é por assinatura: o cliente escolhe entre cestas pequena, média ou grande e recebe semanalmente em casa um misto de legumes, verduras, frutas e temperos sazonais, vindos de pequenos produtores, com frete grátis.

O CEO da startup, Eduardo Petrelli, fala que a missão é democratizar as comidas saudáveis em um continente que ainda não tem o hábito de consumir orgânicos por conta do preço elevado.

A Raízs é outra que une a questão dos orgânicos à do desperdício. Com seis anos de estrada e o propósito de conectar o campo à casa dos clientes na cidade, a startup trabalha com mais de 900 famílias de pequenos agricultores na produção de alimentos sem adição de químicos.

O negócio também funciona com o sistema de cestas por assinatura e agora está ampliando seu mix de mais de 2 mil itens com produtos de marca própria, como pães, queijos e sopas.

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