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Fundo imobiliário aluga galpão para a Shopee e estima ganho de R$ 0,26 por cota

19 fev 2026, 12:00 - atualizado em 19 fev 2026, 12:00
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Fundo imobiliário TRBL11 aluga galpão para a Shopee e estima ganho de R$ 0,26 por cota (Imagem: Shutterstock/Sergei Elagin)

O fundo imobiliário Tellus Rio Bravo (TRBL11) anunciou, na manhã desta quinta-feira (19), que firmou um contrato de locação com a Shopee para um galpão logístico localizado na cidade de Contagem, Minas Gerais.

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Segundo fato relevante divulgado ao mercado, o acordo prevê a ocupação de 100% da área bruta locável (ABL) do imóvel e tem prazo de cinco anos, até 2031.

Com a negociação, a vacância do portfólio do FII será reduzida para aproximadamente 3,3%, frente aos atuais 31%.

O impacto positivo estimado é de R$ 0,26 por cota ao mês no resultado do fundo, considerando tanto a nova receita de aluguel quanto a redução de custos relacionados à vacância. O primeiro efeito financeiro está previsto para maio.

Maior concentração

Com o contrato, a Shopee, que é considerada uma das maiores empresas de comércio eletrônico (e-commerce) em operação no Brasil, passa a representar 34,4% da receita imobiliária contratada do TRBL11.  

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De acordo com o FII, o valor do aluguel está alinhado ao praticado na região metropolitana de Belo Horizonte e inclui apenas um mês de carência.

Ajustes no imóvel

Para viabilizar a operação logística, o fundo realizará algumas melhorias no galpão, incluindo:

  • Retrofit na portaria;
  • Implantação de novas eclusas;
  • Ampliação das vagas para veículos leves e pesados.

As intervenções já estão previstas em contrato, que também estabelece eventuais penalidades em caso de atraso na entrega das obras.

O TRBL11 informou ainda que um novo guidance (projeção) de distribuição de dividendos para o semestre será divulgado oportunamente.

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Imbróglio com os Correios

O imóvel em questão havia sido desocupado pelos Correios em agosto de 2025, após a rescisão unilateral do contrato pela estatal e a cobrança de multa superior a R$ 300 milhões pelo fundo.

A saída da companhia marcou um capítulo de um impasse iniciado em outubro de 2024, quando foram identificados problemas estruturais no galpão.

Na ocasião, os Correios suspenderam as atividades no centro logístico, que chegou a ser interditado pela Defesa Civil.

Em dezembro daquele ano, após intervenções do TRBL11 e nova vistoria de autoridades, o ativo foi liberado para uso, mas a estatal não retomou as operações.

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Já em março de 2025, a agência pública decidiu rescindir unilateralmente a locação e estabeleceu o prazo para desocupação, cumprido em agosto.

“Desde a desocupação, estruturamos um plano de ação com prazo de comercialização de até 12 meses. A locação integral do espaço, antes do previsto, confirma a competitividade técnica do imóvel e a aderência às exigências de grandes players logísticos”, afirma Anita Scal, sócia e diretora da Rio Bravo Investimentos. 

“A região metropolitana de Belo Horizonte encerrou 2025 com vacância próxima de 6%. Trata-se de uma localização estratégica para distribuição em um dos maiores centros urbanos do país”, diz.

E-commerce segue impulsionando galpões

Desde que entrou no Brasil, em 2019, a Shopee se consolidou como uma das principais ocupantes de ativos logísticos no país — reflexo do crescimento do comércio eletrônico.

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Recentemente, o fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) também anunciou a assinatura de um compromisso para adquirir um galpão, localizado em Londrina, no estado do Paraná, que será ocupado pela companhia de e-commerce.

Segundo o comunicado divulgado ao mercado, o imóvel ainda será construído e contará com contrato de locação atípico de longo prazo, com duração de 120 meses. A conclusão da obra está prevista para ocorrer até julho de 2027.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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