Fundo imobiliário amplia aposta na logística urbana com negócio de R$ 135 milhões; IFIX recua
O fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) anunciou, por meio de fato relevante, a assinatura de um contrato para a aquisição indireta de um portfólio com oito galpões multiusuários voltados às operações de logística urbana e self-storage.
De acordo com o comunicado, o investimento pode chegar a R$ 135 milhões, e a transação será realizada por meio da compra da totalidade das ações de sociedades de propósito específico (SPEs) proprietárias dos imóveis.
Os ativos estão localizados no Rio de Janeiro (quatro), Brasília (dois), Ribeirão Preto (um) e Belo Horizonte (um), e, atualmente, são operados pela Urban Properties sob a marca Guarde Aqui.

Segundo o fato relevante, o pagamento será feito em quatro parcelas, sendo que a maior delas, de R$ 115 milhões, poderá ser liquidada por meio da compensação de créditos decorrentes da subscrição de cotas de uma futura emissão do fundo ou em dinheiro, a critério do TRXF11.
A transação foi estruturada com cláusula de “pessoa a declarar”, o que significa que o TRXF11 indicará um novo fundo imobiliário para concluir a aquisição. Esse veículo será gerido pela Brio Investimentos, enquanto os ativos permanecerão sob operação da Urban Properties.
O portfólio
O conjunto adquirido soma 30.346 metros quadrados (m²) de área bruta locável (ABL), distribuídos em 3.803 boxes de armazenamento e com taxa de ocupação próxima de 76%.
De acordo com a TRX Investimentos, gestora do TRXF11, o portfólio possui cap rate médio de 13,4%, indicador utilizado pelo mercado para medir o potencial de geração de renda de um imóvel em relação ao seu valor.
Além da receita recorrente, o fundo imobiliário vê potencial de valorização por meio do aumento gradual da ocupação dos atvivos.
Mercado de self-storage em expansão
No fato relevante, a TRX destacou que o setor de self-storage tem registrado crescimento consistente em diversos países, impulsionado por fatores como urbanização, maior mobilidade das pessoas e mudanças nos hábitos de consumo.
Na avaliação da gestora, o mercado brasileiro ainda se encontra em estágio inicial quando comparado ao de economias mais maduras, o que abre espaço para expansão nos próximos anos.
Entre 2020 e 2024, o número de operações do segmento avançou cerca de 80% no Brasil, enquanto a quantidade de boxes triplicou no país.
A conclusão da operação, contudo, ainda depende do cumprimento de condições precedentes previstas em contrato. A expectativa é que o fechamento ocorra até 31 de dezembro de 2026, quando o TRXF11 passará a ter direito às receitas geradas pelos imóveis.
Desempenho do IFIX
Ainda na indústria de FIIs, o IFIX, principal índice do setor na B3, encerrou a terça-feira (2) aos 3.860,28 pontos, com leve queda de 0,01%.
No pregão, o CACR11 liderou as altas do dia, com valorização de 7,31%. Na sequência, o HSML11 avançou 2,93%, enquanto o KNIP11 registrou ganho de 1,77%.
| Ticker | Variação | Último (R$) |
|---|---|---|
| CACR11 | +7,31% | 27,90 |
| HSML11 | +2,93% | 93,50 |
| KNIP11 | +1,77% | 93,33 |
| TOPP11 | +1,56% | 63,68 |
| CCME11 | +1,48% | 8,93 |
Já entre as maiores quedas da sessão, o URPR11 liderou, com recuo de 4,33%. Em seguida, apareceram o ARRI11, que caiu 2,67%, e o KIVO11, com baixa de 2,39%.
| Ticker | Variação | Último (R$) |
|---|---|---|
| URPR11 | -4,33% | 22,77 |
| ARRI11 | -2,67% | 4,73 |
| KIVO11 | -2,39% | 59,20 |
| OUJP11 | -2,31% | 85,50 |
| TRBL11 | -2,22% | 61,75 |