Fundo imobiliário anuncia compra bilionária de lajes corporativas em Brasília; IFIX recua após sequência de recordes
O fundo imobiliário Capitânia Office (CPOF11) anunciou, por meio de fato relevante, que assinou um compromisso para adquirir participação no edifício corporativo Lotus Tower, localizado em Brasília (DF), em uma transação que pode chegar a R$ 1,93 bilhão.
Segundo o comunicado, o empreendimento está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”, com entrega prevista até abril de 2027.
A área privativa total do FII pode chegar a 88.265 metros quadrados (m²), a depender da participação efetivamente comprada.
O preço total da operação também está condicionado à metragem adquirida, e o pagamento será feito em etapas.
Inicialmente, o fundo desembolsará um sinal equivalente a 10% do valor, após o cumprimento de condições precedentes usuais, como auditorias jurídica e técnica.
O saldo restante, por sua vez, será pago após a emissão do “Habite-se” (isto é, certificado de conclusão de obra) de cada torre, conforme o cronograma contratual, com correção pelo IPCA.
Como proteção adicional, a vendedora se compromete a entregar os imóveis integralmente locados. Caso isso não ocorra, deverá garantir ao FII uma renda líquida mensal equivalente a 9% ao ano sobre o valor das áreas não locadas, pelo período de 12 meses após a emissão do Habite-se.
Estratégia e mercado
De acordo com a gestora, a aquisição está alinhada à estratégia do CPOF11 de investir em ativos de alta qualidade, com contratos robustos, prazos longos e localização estratégica.
O fundo destaca também que o mercado corporativo de Brasília apresenta vacância inferior a 10%, com forte demanda por lajes premium.
O setor público responde por mais de 70% da ocupação na capital federal, o que, segundo o FII, contribui para a maior previsibilidade de receitas.
A gestora estima um cap rate de 9% ao ano, com valor de locação projetado de R$ 164 por metro quadrado. A conclusão da operação ainda depende da captação de recursos por meio de oferta pública de cotas.
Desempenho do IFIX
Após emendar três recordes consecutivos no início de 2026, o IFIX, principal índice da indústria na bolsa de valores, fechou a quarta-feira (7) em queda de 0,19%, aos 3.781,07 pontos.
Apesar da correção, impulsionado pela sequência positiva nas primeiras sessões do ano, o indicador ainda acumula alta de 0,15% em janeiro.
Destaques do último pregão (7)
O TRBL11 liderou as altas do dia, com valorização de 2,00%, encerrando a R$ 67,98. Na sequência, o KISU11 avançou 1,86%, para R$ 7,12, enquanto o BRCR11 subiu 1,76%, fechando a R$ 47,98.
| Ticker | Variação (%) | Último (R$) |
|---|---|---|
| TRBL11 | +2,00% | 67,98 |
| KISU11 | +1,86% | 7,12 |
| BRCR11 | +1,76% | 47,98 |
| BLMG11 | +1,37% | 34,75 |
| RZAK11 | +1,36% | 84,78 |
O BROF11 liderou as perdas do dia, com recuo de 2,38%, encerrando a R$ 55,33. Em seguida, o HSAF11 caiu 1,99%, para R$ 80,22, enquanto o LIFE11 recuou 1,91%, fechando a R$ 8,23.
| Ticker | Variação (%) | Último (R$) |
|---|---|---|
| BROF11 | -2,38% | 55,33 |
| HSAF11 | -1,99% | 80,22 |
| LIFE11 | -1,91% | 8,23 |
| XPSF11 | -1,79% | 6,58 |
| KNIP11 | -1,43% | 89,90 |