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Fundo imobiliário RCRB11 amplia dividendos após calote; confira

08 jul 2024, 14:39 - atualizado em 08 jul 2024, 14:39
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Fundos imobiliários enfrentam a inadimplência da WeWork em seus imóveis e cerca de 230 mil cotistas podem enfrentar prejuízos. (Imagem: Leung Cho Pan/ Canva Pro)

Apesar da inadimplência de aluguéis de maio devidos pela WeWork, o fundo imobiliário Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) anunciou dividendos de R$ 0,99 por cota — 6,45% acima dos proventos distribuídos anteriormente, de R$ 0,93 por cota.

O pagamento dos dividendos será feito na segunda-feira (15), conforme a posição dos investidores no encerramento do pregão anterior, de sexta-feira (12).

Com isso, o RCRB11 não repassou impacto de R$ 0,11 anunciado na semana passada por conta do calote da empresa de espaços de coworking. O imóvel fica na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, e representa 9,5% da receita mensal do fundo.

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Fundos imobiliários: Veja quem foi impactado pelo calote do WeWork

Outros fundos imobiliários enfrentam a inadimplência da WeWork em seus imóveis. Com isso, cerca de 230 mil cotistas podem enfrentar prejuízos nos próximos meses.

No último dia 26, o Santander Renda de Aluguéis (SARE11) informou aos seus cotistas que não recebeu o aluguel referente ao mês de maio da empresa de coworking. Os fundo Vinci Offices (VINO11), Torre Norte (TRNT11), Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) e Valora Renda Imobiliária (VGRI11) também informaram o “calote” nos últimos dias.

Segundo informações do SARE11, o impacto negativo, caso a inadimplência permaneça, será de aproximadamente R$ 0,05 por cota. O VGRI11, apesar de não ter informado o impacto nos dividendos dos cotistas, possui um dos principais prédios do coworking que está localizado na Avenida Paulista. Porém, a receita do aluguel do espaço representa 5,8% da sua receita. Para o VINO11 a inadimplência compromete 5% da receita do FII.

WeWork já foi notificada de forma formal quanto aos aluguéis devidos, segundo as próprias gestoras.

Vale lembrar que a companhia passa por um processo de reestruturação, após uma crise financeira impulsionada pela covid-19 que afastou os clientes das mais de 700 unidades espalhadas por 39 países.

Nos Estados Unidos, a pioneira do modelo de coworking chegou a realizar um pedido de proteção contra credores no Chapter 11 — equivalente a um pedido de recuperação judicial por aqui, no final do ano passado

FII RCRB11 não repassou impacto de R$ 0,11 anunciado em fato relevante na semana passada; valor teve alta de 6,45%.

No entanto, a WeWork LatAm, que engloba as operações da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México, chegou a informar na época que o pedido de recuperação judicial nos EUA não incluía ou afetava a operação no Brasil.

A equipe do Money Times tentou contato com a WeWork do Brasil para comentar as recentes inadimplências, mas até a publicação da matéria não obteve retorno.

*Com Juliana Caveiro

Editora-chefe
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como editora-chefe no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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