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Fundos de criptomoedas registram saques de US$ 1,7 bilhão em meio a liquidação massiva do bitcoin (BTC)

02 fev 2026, 9:25 - atualizado em 02 fev 2026, 9:25
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Créditos: Sergey_P/ iStock

Produtos relacionados a criptomoedas ativos digitais, como fundos e ETFs, registraram saques semanais de US$ 1,7 bilhão, revertendo os fluxos no ano (YTD) para uma saída líquida de US$ 1 bilhão, de acordo com levantamento semanal da CoinShares.

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Com isso, a queda do valor dos ativos sob gestão (Assets under Management, ou AuM) chegou a US$ 73 bilhões em perdas desde o pico de outubro de 2025.

As saídas ficaram fortemente concentradas nos Estados Unidos, com US$ 1,65 bilhão em saques, acompanhadas por um sentimento amplamente negativo entre as regiões.

A indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) foi o principal gatilho negativo de preços na última semana. Na visão dos especialistas, Warsh estaria inclinado ao corte dos juros a despeito dos dados de inflação e emprego apontarem para um aperto monetário mais prolongado.

Além disso, a pressão vendedora de grandes detentores de criptomoedas (whales, no jargão do mercado) e o aumento da volatilidade geopolítica aumentou a aversão ao risco. Com isso, desde sexta-feira (30), foram liquidados mais de US$ 2,5 bilhões em contratos futuros (open interests) em criptomoedas, a maior parte deles apostando na alta do mercado, especialmente do bitcoin. 

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Fundos de criptomoedas: por região e ativo

O sentimento negativo nos Estados Unidos foi semelhante também em outras regiões importantes para os investidores, como no Canadá e na Suécia, que também tiveram saídas de US$ 37,3 milhões e US$ 18,9 milhões, respectivamente.

Entradas muito modestas foram observadas na Suíça (US$ 11,0 milhões) e na Alemanha (US$ 4,3 milhões).

Na segmentação por ativos, produtos relacionados ao bitcoin (BTC) tiveram saídas de US$ 1,32 bilhão, enquanto aqueles atrelados ao ethereum (ETH) sofreram saques de US$ 308 milhões.

Os recentes “queridinhos” do público, produtos em XRP e Solana registraram saídas de US$ 43,7 milhões e US$ 31,7 milhões, respectivamente. Por último, produtos em bitcoin “vendido” (short, apostando na queda da criptomoeda) registraram entradas de US$ 14,5 milhões, com aumento de 8,1% no AuM no acumulado do ano.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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