Fundos de investimento captam R$ 251,7 bilhões até setembro, mostram dados da Anbima; renda fixa lidera
A indústria de fundos brasileira captou R$ 251,7 bilhões líquidos em 2026 até o terceiro trimestre, mostram dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O resultado coloca o ano como o segundo melhor dos últimos cinco anos para o período, atrás apenas de 2024.
Em setembro deste ano, o patrimônio líquido alcançou R$ 11,5 trilhões, avanço de 9,8% ante o mesmo período do ano anterior. O ritmo de crescimento ficou abaixo da média de 10,9% dos últimos cinco anos.
O movimento continua concentrado em produtos de renda fixa, em meio ao cenário de juros elevados e à preferência dos investidores por alternativas tidas como mais conservadoras.
A renda fixa respondeu por R$ 136,1 bilhões da captação líquida no ano. Na sequência aparecem os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), com R$ 56 bilhões; ETFs, com R$ 42,5 bilhões; Fundos de Investimento em Participações (FIPs), com R$ 39 bilhões; e Fiagros, com cerca de R$ 10 bilhões.
Na outra ponta, ações tiveram saída líquida de R$ 10,9 bilhões, enquanto os multimercados perderam R$ 9,3 bilhões. Os fundos de previdência também registraram resgates, de R$ 12,4 bilhões.
Segundo a Anbima, o comportamento reflete a preferência do investidor por ativos de menor risco diante das taxas de juros elevadas, do ambiente macroeconômico e das incertezas fiscais.
O número de fundos passou de 32.267 em setembro de 2025 para 33.971 no mesmo período em 2026, um avanço de 5,3%, mas abaixo da média de 6% observada nos últimos cinco anos.