FIIs de tijolo dominam indicações para abril; veja os mais recomendados
Os fundos imobiliários (FIIs) de tijolo, que são aqueles que alocam seus recursos diretamente em imóveis físicos, dominaram a preferência dos analistas para abril, segundo levantamento feito pelo Money Times.
Dos 11 veículos mais recomendados para este mês, sete pertencem a essa categoria. Outros três são do segmento de recebíveis, que investem em dívidas do setor imobiliário, enquanto apenas um é considerado multiestratégia.
Fundos imobiliários mais recomendados para abril
No topo do levantamento, dois FIIs lideram as indicações de corretoras, bancos e casas de análise, com cinco recomendações cada: HSI Malls (HSML11) e BTG Pactual Logística (BTLG11).
No caso do primeiro, trata-se de um ativo focado em shopping centers que, segundo a Empiricus Research, que o tem entre suas preferências, conta com oito ativos “maduros” que somam mais de 187 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) e estão distribuídos em cinco estados brasileiros.
No campo quantitativo, a casa vê um potencial de valorização de aproximadamente 11% para as cotas — hoje negociadas na bolsa de valores a cerca de R$ 94,48 —, além de uma geração de renda de 8,6% para os próximos 12 meses.
“O HSML11 negocia com um patamar de desconto patrimonial atrativo, aliado a um guidance (projeção) de rendimentos entre R$ 0,70 e R$ 0,75 para o primeiro semestre de 2026”, disse a Empiricus, em relatório.
“Como avenida de valor, destacamos a performance resiliente dos seus empreendimentos, bem como o cap rate elevado em relação aos seus principais pares”, acrescentou.
BTLG11
Já no caso do BTLG11, que divide a liderança, trata-se de um veículo que tem por objetivo apurar ganho de capital por meio da exploração de imóveis logísticos.
O portfólio atual do fundo conta com participações em 34 ativos, que estão distribuídos em seis estados, sendo que São Paulo concentra 92% de toda a sua ABL.
Para o Itaú BBA, que o tem em sua carteira recomendada, a qualidade técnica dos galpões e a localização são diferenciais relevantes do FII.
Isso porque, segundo o banco, 38% da receita está dentro de um raio de até 30 km da capital paulista — percentual que chega a cerca de 76% ao considerar até 60 km, região considerada a mais dinâmica do país.
“Avaliamos que o BTLG11 é um veículo interessante, que oferece boa diversificação em sua receita e imóveis logísticos com fundamentos atrativos.”
Papel ou tijolo?
De maneira geral, o Itaú BBA avalia que os FIIs de tijolo seguem com estrutura operacional sólida e ciclos positivos. No entanto, pondera que esses veículos são mais sensíveis à reprecificação das curvas de juros, o que pode elevar a volatilidade no cenário atual.
“Ainda assim, identificamos espaço para valorização adicional diante do desconto remanescente das cotas na bolsa de valores, da expectativa de redução da taxa de desconto e do bom momento dos indicadores dessa classe”, destacou a casa.
Apesar disso, o banco mantém a preferência por fundos de recebíveis, mesmo em um ambiente de queda da Selic, baseada na projeção de juros ainda elevados ao final do ciclo de cortes.
A expectativa do Itaú BBA é de uma taxa básica em 13% ao fim de 2026, antes os atuais 14,75%, o que, segundo os analistas, continuará favorecendo principalmente os rendimentos dos FIIs de papel indexados ao CDI.
Para este mês, os ativos de recebíveis mais recomendados são KNCR11, MCCI11 e VCJR11, conforme o levantamento do Money Times.
Confira os fundos imobiliários mais lembrados pelos analistas para abril:
| Ticker | Nº de recomendações | Segmento |
|---|---|---|
| BTLG11 | 5 | Tijolo/Logística |
| HSML11 | 5 | Tijolo/Shopping |
| KNCR11 | 4 | Papel |
| BRCO11 | 4 | Tijolo/Logística |
| XPML11 | 4 | Tijolo/Shopping |
| TRXF11 | 4 | Tijolo/Híbrido |
| MCCI11 | 4 | Papel |
| CPTS11 | 4 | Multiestratégia |
| VCJR11 | 4 | Papel |
| VILG11 | 4 | Tijolo/Logística |
| HGRE11 | 4 | Tijolo/Escritórios |
Metodologia: O levantamento considerou as carteiras recomendadas de Andbank, BB Investimentos, BTG Pactual, Empiricus Research, EQI, Genial, Itaú BBA, RB Investimentos, Terra e XP Investimentos.