Fundos Imobiliários

Fundos imobiliários (FIIs) podem chegar a 30 milhões de investidores em até 15 anos, diz Sidney Angulo

26 mar 2026, 18:01 - atualizado em 27 mar 2026, 9:15
na direita, Sidney Angulo (Imagem: divulgação)
Na direita, Sidney Angulo (Imagem: divulgação)

A indústria de fundos imobiliários no Brasil deve continuar ampliando sua base de investidores na bolsa de valores ao longo de 2026: a estimativa é de entrada de 400 mil a 500 mil de novos cotistas neste ano.

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Em uma perspectiva mais longa, de 10 a 15 anos, o número total pode alcançar a marca de 30 milhões de pessoas, segundo projeção feita por Sidney Angulo, sócio do E-business Park e um dos maiores investidores de FIIs na pessoa física do país.

Atualmente, os fundos imobiliários possuem aproximadamente 3,07 milhões de cotistas na B3. Em janeiro de 2025, eram 2,78 milhões — ou seja, houve um aumento de pouco mais de 10% em um ano.

Além disso, o patrimônio sob custódia do setor atingiu R$ 200 bilhões no início de 2026, um recorde para a indústria, de acordo com dados da bolsa de valores.

“Se eu fizer uma análise um pouquinho mais estrutural do que está acontecendo, R$ 200 bilhões e 3 milhões de investidores, para o tamanho do Brasil, é nada”, afirmou Angulo durante participação no FIIs Experience 2026, evento realizado nesta quinta-feira (26), em São Paulo.

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“Nós vamos chegar, em 10 a 15 anos, a 30 milhões [de cotistas]. Este ano deve crescer de 400 mil a 500 mil. E eu acho mesmo”, prosseguiu.

“Imóvel é renda”

Durante sua fala, o executivo, que, atualmente, detém cerca de 300 mil metros quadrados (m²) em propriedades na capital paulista, destacou o caráter duradouro dos investimentos em imóveis, em contraste com eventos de curto prazo. “Guerra é notícia que acaba. Imóvel é renda. E é para sempre.”

Nesse sentido, comparou a estratégia adotada por grandes instituições financeiras, que, segundo ele, mantêm parte relevante de seus ativos atrelada ao segmento imobiliário.

“Os bancos constroem o patrimônio deles em imóveis. O investidor inteligente faz o mesmo.”

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Democratização

Angulo também pontuou o avanço da democratização do acesso ao mercado imobiliário, dizendo que, hoje, pessoas físicas conseguem participar de grandes empreendimentos por meio dos fundos imobiliários — algo que não era viável para gerações anteriores.

“Antigamente, as cidades, os prédios e as propriedades eram de um único grande dono. Com o tempo, isso foi se dividindo, mas, até algumas décadas atrás, pouca gente podia ter acesso”, ressaltou.

“Há cerca de 10 a 15 anos apareceram os FIIs. Essa figura de você pegar um prédio e poder ‘picar’ ele, isso é fantástico”, afirmou.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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