Governo estima que oferta de diesel no Brasil supere demanda em 6% em outubro
A oferta de diesel no Brasil deverá superar a demanda em 6% em outubro, afirmou nesta sexta-feira (9) o secretário de petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra, buscando reduzir preocupações em meio à alta nos preços internacionais.
Segundo ele, a demanda do combustível mais consumido e importado pelo país para este mês está estimada atualmente em 3,95 bilhões de litros, enquanto a oferta prevista é de 4,18 bilhões de litros, de acordo com cálculos obtidos em reuniões de monitoramento que o governo vem fazendo desde a disparada de preços em março, com o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
“Essas reuniões têm sido importantes e elas nos permitem chegar no dia de hoje e afirmar que o abastecimento de óleo diesel no mês de outubro está garantido”, reiterou o secretário, ao participar de apresentação a jornalistas sobre novas medidas de subvenção aos combustíveis, como forma de reduzir os impactos da alta de preços no exterior ao mercado brasileiro e contribuir com a importação do produto.
Dutra afirmou ainda que o país conta com “15 dias de demanda de óleo diesel em estoque no mercado brasileiro ou, visto por outro prisma, isso significa também 40 dias de importação”.
Além disso, detalhou que as importações de diesel neste mês devem somar 1,2 bilhão de litros, o equivalente a mais de 30% da demanda prevista para o período.
“É importante mencionar que essas confirmações de importações são muito importantes, não só pelo trabalho da mesa de abastecimento, mas elas reforçam também o acerto do governo em dar continuidade a essa política de subvenção do óleo diesel”, afirmou Dutra.
Dentre as medidas anunciadas nesta sexta-feira, o governo concedeu subvenção adicional aos importadores de óleo diesel de uso rodoviário, que passam a receber R$ 1,40 por litro, por um período de 30 dias. O valor se soma aos R$ 2,12 por litro já em vigor.
Os preços do petróleo de referência Brent estão atualmente acima de US$ 100 por barril, contra cerca de US$ 70 por barril antes do início da guerra no Irã, sendo também impactados de outros conflitos, como da Rússia e Ucrânia.