Arcabouço Fiscal

Governo federal bloqueia R$ 1,2 bilhão do Executivo e R$ 334 milhões de emendas

31 mar 2026, 6:00 - atualizado em 31 mar 2026, 6:00
Arcabouço fiscal, Lula, Juros, Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde trabalham milhares de servidores
(Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O bloqueio de R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026, anunciado na semana passada, preservará os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgou nesta segunda-feira (30) o Ministério do Planejamento e Orçamento.

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O governo federal publicou nesta noite segunda-feira (30) o novo decreto de programação orçamentária e financeira do primeiro bimestre, que detalha a distribuição por órgãos do congelamento de recursos orçamentários.

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Do total bloqueado, a maior parte, R$ 1,26 bilhão, atinge despesas discricionárias (não obrigatórias) do Poder Executivo classificadas como RP2, o que exclui os investimentos do PAC. Os R$ 334 milhões recaem sobre emendas parlamentares.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias regulamenta como se dará o bloqueio das emendas parlamentares, incluindo emendas impositivas.

Ajuste fiscal

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Além do bloqueio, o decreto mantém o chamado faseamento de empenho, mecanismo que limita o empenho (autorização) de despesas ao longo do ano. Na prática, isso impõe uma restrição de até R$ 42,9 bilhões nos gastos discricionários até novembro.

O objetivo é alinhar o ritmo de execução das despesas à arrecadação prevista, evitando desequilíbrios nas contas públicas e permitindo ajustes ao longo do exercício, caso novas necessidades de contenção surjam.

O decreto estabelece que os limites de empenho serão liberados em etapas ao longo do ano — com prazos previstos para maio, novembro e dezembro. A estratégia acompanha os ciclos de reavaliação fiscal e permite maior controle sobre a execução do Orçamento.

Distribuição do bloqueio

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Os cortes atingem diferentes áreas do governo, com maior impacto em pastas como o Ministério dos Transportes, que concentra R$ 476,7 milhões do bloqueio, seguido por órgãos ligados à infraestrutura e desenvolvimento regional.

Outros ministérios também registraram reduções, embora em menor escala, como o Ministério da Fazenda e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Já áreas como saúde e educação tiveram impacto praticamente nulo no bloqueio deste bimestre.

Os bloqueios foram distribuídos da seguinte forma:

  • Ministério dos Transportes: R$ 476,7 milhões;
  • Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte: R$ 131 milhões;
  • Ministério da Agricultura e Pecuária: R$ 124,1 milhões;
  • Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: R$ 101 milhões;
  • Ministério da Fazenda: R$ 100 milhões;
  • Ministério das Cidades: R$ 84 milhões;
  • Agência Nacional de Transportes Terrestres: R$ 81,2 milhões;
  • Ministério do Esporte: R$ 67,7 milhões;
  • Ministério de Portos e Aeroportos: R$ 30,3 milhões;
  • Ministério da Cultura: R$ 23,9 milhões;
  • Ministério das Comunicações: R$ 19,3 milhões;
  • Ministério da Pesca e Aquicultura: R$ 8,8 milhões;
  • Ministério do Turismo: R$ 7,3 milhões;
  • Agência Nacional de Saúde Suplementar: R$ 3,4 milhões;
  • Ministério da Saúde: R$ 1,7 milhão;
  • Total: R$ 1,26 bilhão.

Monitoramento de contas

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Segundo o governo, a execução orçamentária seguirá sob monitoramento contínuo, com possibilidade de novos ajustes para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2026.

Os órgãos federais têm até 7 de abril para indicar quais programações serão efetivamente bloqueadas.

No caso das emendas parlamentares, a distribuição dos cortes seguirá regras específicas previstas na legislação vigente.

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