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Governo prepara reajuste nas faixas do Minha Casa, Minha Vida (MCMV); veja valores

29 jan 2026, 15:04 - atualizado em 29 jan 2026, 15:04
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Governo prepara reajuste nas faixas do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) (Imagem: Divulgação/Montagem: Isabelle Santos)

O governo federal deve corrigir os níveis do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), elevando o teto da Faixa 1, que concede moradias com subsídio quase integral a famílias com renda de até R$ 2.850, para cerca de R$ 3.200.

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Já na Faixa 2, o limite de renda deve subir de R$ 4.700 para algo em torno de R$ 5.000, segundo informações antecipadas pelo ministro das Cidades, Jader Filho, em entrevista à Folha de S.Paulo.

“Todas as faixas terão reajuste. A gente deve, até o final desta semana, chegar à conclusão disso”, afirmou em entrevista ao jornal.

Necessidade de reajuste

De acordo com o ministro, a atualização não tem motivação política, mas reflete uma necessidade econômica: em 2024, famílias com renda de até dois salários mínimos estavam enquadradas na faixa quase totalmente subsidiada. Com o reajuste do salário mínimo, porém, parte desse público acabou ficando fora do limite.

Desde o ano passado, o setor imobiliário já esperava uma correção nos níveis do programa, que é voltado a quem busca comprar um imóvel com taxas de juros mais baixas e condições facilitadas de financiamento.

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Atualmente, o Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda bruta mensal de até R$ 12 mil, distribuídas da seguinte maneira:

  • Faixa 1: renda familiar bruta mensal até R$ 2.850,00;
  • Faixa 2: de R$ 2.850,01 a R$ 4,7 mil;
  • Faixa 3: de R$ 4.700,01 a R$ 8,6 mil.
  • Faixa 4: R$ 8.600,01 a R$ 12 mil.

Faixa 4 deve ganhar tração em 2026

Criada pelo governo federal em abril do ano passado, a Faixa 4 é a mais nova entre as categorias e ampliou o acesso ao financiamento habitacional para famílias de média renda.

Segundo a presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Priscilla Ciolli, esse segmento deve começar a apresentar números mais relevantes a partir deste ano, após um período de adaptação do mercado.

Na visão da executiva, embora a criação do novo nível tenha sido uma medida positiva, incorporadoras, construtoras e até instituições financeiras não estavam totalmente preparadas para operar nesse perfil.

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“A Faixa 4 é uma boa iniciativa, mas o mercado não estava preparado. Houve dúvidas sobre limite de renda, metragem e perfil dos empreendimentos. Ao longo de 2025, o setor começou a se estruturar para operar esse programa”, afirmou durante coletiva de imprensa realizada na terça-feira (27), em São Paulo.

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