Energia Elétrica

Governo propõe corte de quase R$ 1 bilhão no orçamento do programa Luz para Todos em 2027

30 set 2026, 16:42
(Foto: REUTERS/Manon Cruz)

O Ministério de Minas e Energia (MME) propôs um corte de R$ 967,1 milhões no orçamento do programa Luz para Todos no ano que vem. A iniciativa foi criada em 2003 pelo governo federal para criada para levar energia elétrica gratuita a populações do meio rural e de regiões remotas que não tinham acesso ao serviço.

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A diretriz do MME corta a verba anual de R$ 2,57 bilhões, em 2026, para R$ 1,61 bilhão, em 2027, prevendo atender 67,8 mil novas famílias. No ano passado, o programa contou com R$ 4,3 bilhões para contemplar 97,1 mil famílias. O objetivo é chegar ao final de 2026 com 500 mil famílias atendidas.

A proposta alcança 15 estados: Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Essa proposta foi levada a consulta pública durante 15 dias, com prazo até o último dia 28. Isso colocou governos estaduais, empresas do setor elétrico e comunidades atendidas diante de uma janela curta para avaliar a proposta e apresentar sugestões ou contestações.

As estimativas de 2026 do Boletim InfoTarifas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) avaliam que a contenção orçamentária busca reduzir o impacto dos subsídios e, consequentemente, a pressão sobre a conta de luz dos consumidores atendidos pelas distribuidoras de energia. A medida também reflete a adequação do cronograma de desembolso ao ritmo das obras mais complexas das distribuidoras.

Norte e Nordeste lideram desafios de expansão

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A redução dos recursos pode exigir mudanças no planejamento das obras de expansão da rede elétrica. O impacto tende a ser maior em áreas rurais e localidades de difícil acesso, onde a instalação da infraestrutura costuma demandar soluções diferentes da extensão convencional da rede.

Na região Norte, a expansão do atendimento enfrenta desafios adicionais em áreas isoladas. Em locais onde a extensão da rede convencional não é viável, o programa pode recorrer a alternativas como sistemas de geração solar isolados.

Pará, Amazonas e Acre estão entre os estados que enfrentam esse tipo de dificuldade de implantação. A combinação entre grandes distâncias, baixa densidade populacional e acesso restrito pode elevar o custo e o tempo necessário para levar o serviço a determinadas comunidades.

Dos R$ 1,61 bilhão propostos para 2027, R$ 850,5 milhões seriam destinados ao atendimento de áreas remotas da Amazônia Legal. Outros R$ 757,2 milhões ficariam para as demais regiões de universalização da energia elétrica rural.

Já houve corte em 2026

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A redução prevista para 2027 ocorre depois de outra proposta de diminuição dos recursos submetida à consulta pública em dezembro de 2025. Na ocasião, o governo apresentou uma redução de 33% no orçamento destinado ao programa no exercício seguinte.

* Sob supervisão de Maria Carolina Abe

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Amanda Cristina de Souza é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Amanda Cristina de Souza é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.

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