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GPA (PCAR3): Ações recuam até 6% nesta segunda e aprofundam queda em 2026; o que dizem os analistas?

30 mar 2026, 14:33 - atualizado em 30 mar 2026, 16:01
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GPA (PCAR3): Ações recuam até 6% nesta segunda (30) e aprofundam queda em 2026; o que dizem os analistas? (Imagem: Renan Dantas/Money Times)

As ações do GPA (PCAR3) operam em queda nesta segunda-feira (30) na bolsa de valores (B3) e figuram entre os destaques negativos do pregão.

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Os papéis abriram a sessão com recuo acentuado de cerca de 6%, a R$ 2,27, mas recuperaram parte das perdas e, por volta das 14h (horário de Brasília), eram negociados a R$ 2,32, com baixa menor, de 2,9%.

No acumulado dos últimos 30 dias, as ações da varejista apresentam queda de aproximadamente 26%, enquanto, em 2026, chegam a cair 41%. Acompanhe o tempo real.



‘Situação financeira delicada’

De acordo com analistas consultados pelo Money Times, o movimento de baixa está diretamente relacionado ao cenário financeiro da empresa, que se encontra em recuperação extrajudicial desde o início de março.

“A situação do GPA é delicada e já era conhecida, mas a recuperação extrajudicial trouxe pressão adicional de venda”, afirmou à reportagem Fernando Siqueira, chefe de research da Eleven Financial.

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“É possível que o plano envolva a emissão de novas ações nos próximos meses, convertendo dívida em papéis, o que diluiria os atuais acionistas, gerando essa pressão adicional”, explicou.

Dívida bilionária

No início deste mês, o GPA protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas estimadas em aproximadamente R$ 4,5 bilhões.

Entre os credores, estão nomes como Itaú, HSBC e Casas Bahia, sendo que essa última já pertenceu ao mesmo grupo que o dono da bandeira Pão de Açúcar. Veja aqui a lista completa.

A recuperação extrajudicial, cabe ressaltar, é diferente da recuperação judicial.

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Nesse tipo de acordo, empresas renegociam parte de suas dívidas diretamente com determinados credores, com o objetivo de ganhar prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar justamente o risco de falência.

Mudanças na governança

A queda das ações PCAR3 nesta segunda-feira (30) ocorre também após a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada pela companhia na última sexta-feira (27), que aprovou alterações na governança.

Os acionistas do GPA decidiram, por exemplo, encurtar o prazo de mandato dos conselheiros de dois para um ano, com possibilidade de reeleição. A medida foi aprovada por ampla maioria e passa a valer já para o próximo ciclo.

Ficou definido também que o colegiado será composto por sete integrantes – número inferior ao limite máximo de nove, previsto no estatuto da empresa.

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Além disso, na mesma reunião, os acionistas elegeram a nova formação do conselho, com maioria de membros independentes.

Capítulo X

Entre outros destaques da AGE, também chamou a atenção a rejeição da exclusão do Capítulo X do estatuto social da varejista.

Esse capítulo limita a 25% a participação que pode ser acumulada por um único acionista, sem que este tenha que realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar todos os papéis da empresa.

Hoje, o grupo Coelho Diniz detém 24,6% das ações PCAR3, enquanto Bonsucex Holding e Silvio Tini de Araújo detêm 23%.

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Já o Grupo Casino é detentor de 22,5%, e os restantes 29,8% estão em circulação no mercado.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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