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Grupo Toky (TOKY3): Justiça de SP aprova pedido de recuperação judicial; veja tamanho da dívida

15 jun 2026, 10:18 - atualizado em 15 jun 2026, 10:18
Tok&Stok mobly grupo toky
(Foto: Flávya Pereira/Money Times)

O Grupo Toky (TOKY3), resultado da combinação entre as gigantes de decoração Tok&Stok e Mobly, informou ao mercado que a 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo aprovou o processamento do pedido de recuperação judicial da companhia e de suas subsidiárias.

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Em maio, a empresa entrou com o pedido de recuperação judicial citando dívida superior a R$ 1 bilhão. Segundo a companhia, o ambiente macroeconômico desafiador, especialmente para o segmento de móveis e decoração, teve impacto significativo nas vendas.

Taxas de juros elevadas, maior endividamento das famílias, condições de crédito mais restritas estão resultando em menor confiança do consumidor e postergação de decisões de compra, argumenta o Grupo Toky.

“Além das condições macroeconômicas, as restrições temporárias nos níveis de estoque vêm causando um impacto significativo na liquidez de curto prazo”, disse a empresa à época.

Conflitos no Grupo Toky

O Grupo Toky já esteve no radar do mercado devido à conflitos internos. Em março do ano passado, veio à tona a intenção da família Dubrule, fundadora da Tok&Stok, de realizar uma oferta pela Mobly, sendo desde o início classificada como “inviável” pela diretoria e conselho da companhia.

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O movimento deu início a um embate com acusações entre os dois nomes do setor de móveis e decoração, menos de um ano após a união das companhias.

A Mobly chegou a informar ao mercado ter identificado, por meio de uma investigação interna, indícios de uma atuação coordenada e não divulgada na aquisição de suas ações — supostamente em condições diferentes das previstas no edital da oferta pública de ações.

Após apontar possíveis irregularidades envolvendo a família Dubrule, o Grupo XXXLutz e a Home4 na compra das ações, a Mobly obteve do seu conselho de administração autorização para adotar medidas cabíveis nas esferas administrativa, cível e criminal. Neste momento, sinalizou que pediria o cancelamento da OPA.

Houve revogação da oferta pública de ações (OPA) que visava a aquisição de 100% das ações da Mobly.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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