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Guerra das farmacêuticas: EMS prepara contraproposta de fusão com a Hypera, diz jornal

24 out 2024, 13:25 - atualizado em 24 out 2024, 17:25
EMS-Hypera
Presidente da EMS estaria reunido com o alto comando da empresa para desenhar uma estratégia para uma nova tentativa de aquisição da Hypera. (Imagem: Divulgação)

A rejeição da Hypera (HYPE3) para a proposta de fusão com a EMS parece não ter afetado a empresa. Carlos Sanchez, dono e presidente do Grupo NC, que inclui o EMS, estaria preparando uma contraproposta.

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Segundo informações de Lauro Jardim, colunista d’O Globo, Sanchez está reunido com o alto comando da EMS para desenhar uma estratégia para uma nova tentativa de aquisição da Hypera.

As ações da Hypera começaram o dia com queda de 7%, mas já voltou para o terreno positivo, após a companhia rejeitar a proposta de fusão da EMS. HYPE3 terminou o pregão desta quinta-feira (24) com alta de 1,54%, a R$ 27,74.



Em comunicado ao mercado, a Hypera afirmou que a proposta “de forma não solicitada ou previamente discutida” foi rejeitada na reunião do Conselho de Administração. A empresa também informou que não houve tratativas para o possível negócio.

3 motivos que levaram a Hypera a rejeitar uma fusão com a EMS

Segundo a empresa, o conselho considerou os seguintes aspectos:

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  • o portfólio de produtos da EMS, substancialmente focado em medicamentos genéricos, não
    está alinhado com os segmentos que a Hypera avalia como estratégicos;
  • as empresas têm cultura organizacional e práticas de governança corporativa
    absolutamente distintas, sendo a Hypera uma companhia aberta desde 2008, com substancial
    dispersão acionária, enquanto a EMS é uma empresa familiar de capital fechado;
  • a avaliação atribuída na proposta de compra subestima “significativamente” o valor da
    Hypera.

“A Companhia lamenta que a Proposta lhe tenha sido enviada ao mesmo tempo em que divulgada pela imprensa e ainda com o pregão em curso, e registra que zelará pelos interesses da Companhia e dos seus acionistas, assim como pelo cumprimento das normas aplicáveis ao mercado de valores mobiliários”, diz o comunicado.

  • LEIA MAIS: Vale (VALE3) surpreende positivamente na prévia do 3T24, mas isso é motivo suficiente para comprar a ação? Leia aqui

Fusão de Hypera e EMS era um bom negócio?

A eventual fusão de Hypera e EMS ganhou os holofotes do mercado na última segunda-feira (21), quando a NC Farma, controladora da EMS, sugeriu uma combinação de negócios, em proposta que envolvia uma oferta pública de aquisição (OPA) de até 20% das ações da Hypera por R$ 30 e o restante em troca de ações.

A operação daria à EMS o controle de ao menos 60% do grupo farmacêutico, podendo ultrapassar 70% conforme a adesão à OPA.

As ações da Hypera — que caíam mais de 17% na primeira parte do pregão com o anúncio da descontinuidade de projeções financeiras para 2024— recuperaram o fôlego com o possível negócio e terminaram o dia com alta de mais de 2%.

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Na avaliação do mercado, a possível fusão seria positiva, já que a nova empresa nasceria com sinergias importantes.

Nos cálculos do Itaú BBA, a nova companhia atingiria um preço sobre lucro de 10,5x para 2026, desconsiderando as sinergias, com um lucro líquido de R$ 4,7 bilhões em 2026.

“Em nossa visão, o acordo faz sentido de uma perspectiva operacional, pois pode criar um player líder no segmento farmacêutico com oportunidades de sinergia que podem aumentar a lucratividade da empresa combinada, poder de barganha com fornecedores e clientes e posicionamento estratégico”, diz o relatório.

Contudo, a rejeição já era esperada — pelo menos para o Bradesco BBI. O banco considera que a falta de prêmio de controle e oferta à vista de R$ 30 por ação, quase 40% abaixo da máxima histórica do papel atingida em 2022, seria alguns motivos para a rejeição da proposta da EMS pela Hypera.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
juliana.americo@moneytimes.com.br
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