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Hapvida anuncia redução da dívida bruta em R$ 322,6 milhões com recompra de debêntures e liquidação antecipada de hedge

26 ago 2026, 8:48
Hapvida HAPV3 Ações
(Imagem: iStock.com/Sergii Chervov | Montagem: Anna Zeferino)

A Hapvida (HAPV3) comunicou ao mercado que aprovou a utilização de até R$ 250 milhões para a recompra de debêntures de sua própria emissão, além da liquidação antecipada de um contrato de swap (hedge), resultando na redução da dívida bruta da companhia em R$ 322,6 milhões.

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As operações ocorreram com deságio médio de 23%, gerando impacto financeiro positivo para a empresa.

No dia 20 de agosto de 2026, a Hapvida liquidou antecipadamente um contrato de swap avaliado em R$ 128,7 milhões na data da operação, efetuando o pagamento com desconto de 23% e registrando um ganho financeiro de R$ 29,6 milhões.

Anteriormente, em 14 de agosto, a diretoria aprovou a recompra facultativa de debêntures, autorizando até R$ 150 milhões para aquisição. Até 25 de agosto, a empresa já adquirira 185.355 debêntures com valor nominal atualizado de R$ 193,9 milhões, desembolsando R$ 149,9 milhões.

As debêntures recompradas são de diversas emissões e séries, mantendo conformidade com a legislação vigente e sem pagamento de prêmio, seguindo as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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A recompra busca melhorar a gestão financeira ao reduzir a alavancagem e as despesas financeiras, utilizando recursos próprios e preservando a liquidez operacional da companhia.

Hapvida na berlinda

Nas últimas semanas, a Hapvida voltou aos holofotes do mercado.

O balanço do 2T26 da empresa veio bastante fraco, com deterioração importante da rentabilidade. O Ebitda ajustado caiu 44%, enquanto a margem Ebitda recuou para 6,3%, pressionada principalmente pela piora operacional, com a sinistralidade chegando a 75,2%. O resultado também aumentou as dúvidas do mercado sobre a capacidade da companhia de recuperar margens e dar visibilidade à geração de caixa.

Após o trimestre, a Hapvida passou a avaliar a revisão de contratos coletivos com precificação considerada defasada, envolvendo cerca de 947 mil beneficiários — medida que pode melhorar a qualidade da carteira, mas também reduzir receitas e a diluição dos custos fixos.

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Inicialmente, a Agência Nacional de Saúde (ANS) anunciou, na quinta-feira (20), a suspensão preventiva dos reajustes e cancelamentos de contratos que atingiriam esses 947 mil beneficiários, mas depois a medida foi suspensa.

Apesar da reversão da cautelar, o mercado continuou preocupado com a estratégia de readequação da carteira e com a deterioração operacional.

Na terça-feira (25), HAPV3 chegou a cair 4,72%, a R$ 6,06, em meio à divulgação de que a Squadra reduziu sua participação para 3,87% e classificou o investimento na Hapvida como o “maior erro” de sua história.

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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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