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Hapvida (HAPV3): MAK Capital eleva participação acionária em operadora de planos de saúde

03 nov 2026, 10:35 - atualizado em 03 nov 2026, 10:36
Hapvida HAPV3 Ações
(Imagem: iStock.com/Sergii Chervov | Montagem: Anna Zeferino)

A Hapvida (HAPV3) informou ao mercado o recebimento de correspondência da gestora americana MAK Capital Fund LP sobre a elevação de sua participação acionária na companhia.

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A MAK atingiu participação de 25.366.000 ações ordinárias, correspondentes a aproximadamente 5,05% das ações da companhia de saúde.

De acordo com a carta, a finalidade da aquisição é apenas investimento financeiro, sem que a MAK Capital tenha uma quantidade predeterminada de ações que pretenda adquirir ou objetivo de alterar a composição do controle ou estrutura corporativa da Hapvida.

“A MAK Capital não detém outros valores mobiliários ou instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações da companhia e não é parte de acordo ou contrato que regule o exercício do direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários de emissao da companhia”, diz a gestora.

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O momento da Hapvida

Em uma revisão antes dos resultados da Hapvida no terceiro trimestre de 2026, o Citi reduziu o preço-alvo para R$ 10 por ação e cortou as estimativas de lucro para 2026 e 2027 em 5% e 12%, respectivamente.

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Embora reconheça fatores que podem sustentar o interesse pelos papéis, que avançaram 40% no período considerado pelo relatório, o banco ainda não identifica sinais de uma recuperação iminente dos fundamentos.

A expectativa é de que os desafios operacionais continuem a pressionar os resultados, com perda de beneficiários, margens menores e queima de caixa.

Para o Citi, a companhia reúne características que podem atrair investidores interessados em uma recuperação operacional: elevada alavancagem, baixa exposição nas carteiras e uma reestruturação complexa.

O banco destaca que a dívida representa cerca de 65% do valor total da empresa. Nesse cenário, uma redução do endividamento poderia ampliar a parcela de valor atribuída aos acionistas.

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Outro possível impulso viria da queda dos juros e dos spreads de crédito – a remuneração adicional exigida pelos credores –, que poderia aliviar as despesas financeiras e favorecer o lucro por ação.

O Citi também aponta o ambiente macroeconômico e os avanços na venda de ativos como possíveis catalisadores de curto prazo. Ainda assim, considera limitada a visibilidade sobre a evolução das operações.

Na avaliação do banco, o terceiro trimestre deve repetir boa parte das dificuldades observadas no segundo. A pressão pode ser intensificada pelo início da reestruturação de uma base de aproximadamente 1 milhão de clientes não rentáveis.

A Hapvida divulga os números referentes ao terceiro trimestre de 2026 em 11 de novembro.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas.
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