Hapvida (HAPV3): Squadra despacha ações do ‘maior erro de sua história’; veja
A Hapvida (HAPV3) recebeu da gestora Squadra carta informando sobre a venda de ações de emissão da companhia, mostra comunicado enviado pela operadora de saúde ao mercado na noite de segunda-feira (24).
Em 21 de agosto de 2026, a participação passou a ser de 19.462.487 ações ordinárias, representando aproximadamente 3,87% do total, sendo que 2.806.076 encontram-se doadas em empréstimo.
A Squadra informa no documento que não há objetivo de alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia.
A Squadra está tentando virar a página após o que classificou como o “maior erro de investimento” de sua história, com Hapvida (HAPV3). Depois de reduzir drasticamente a posição na operadora de saúde, a gestora de R$ 16 bilhões passou a enxergar oportunidades em ações que sofreram fortes quedas e estão cercadas por dúvidas — entre elas, Nubank (ROXO34) e Mercado Livre (MELI34).
A reformulação da carteira acontece após um período de desempenho abaixo do esperado. No primeiro semestre de 2026, os fundos Long-Biased e Long-Only da Squadra recuaram 5,1% e 6,2%, respectivamente, enquanto o Ibovespa avançou 6,8%.
A própria gestora afirma atravessar um “vale de performance”, agravado pelo investimento em Hapvida (HAPV3), classificado como o maior erro de sua história.
Com a deterioração dos resultados e a forte queda das ações da operadora de saúde, a posição foi reduzida a apenas 1% dos fundos. Embora ainda enxergue potencial de valorização em uma eventual venda de ativos e simplificação do grupo, a Squadra admite que o endividamento elevado e a piora operacional tornam a travessia difícil.
Reajustes de contratos
Em um outro comunicado ao mercado, enviado também na noite de segunda, a Hapvida prestou esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o imbróglio dos reajustes de contratos.
A companhia reiterou que existe um grupo de contratos coletivos, que contemplam aproximadamente 947 mil beneficiários, que se encontra em avaliação, devido à percepção de que sua precificação está defasada, e que deverão passar por um processo de reajuste ou descontinuação ao longo dos próximos 12 meses.
Os termos desse processo de reajuste ainda não são conhecidos, inclusive porque não serão uniformes, afirma a Hapvida, ressaltando que que a renegociação de um contrato de plano de saúde não se resume ao percentual de reajuste de preço.
“Os termos efetivos de qualquer negociação de reajuste das condições de precificação de planos empreendida pela Hapvida variam em função de diversos outros fatores, como a região em que as vidas abrangidas se encontram, os termos e condições dos contratos existentes e, não menos importante, da condução da negociação efetiva com cada cliente”, diz a empresa.
Além de um reajuste de preço, pode haver, por exemplo, a alteração do tipo de plano contratado, a alteração das coparticipações cobradas, dentre outros possíveis ajustes. Dessa maneira, o eventual percentual de reajuste de preço praticado em um contrato não necessariamente gerará um dado comparável com o preço anteriormente praticado naquele contrato, ou com os demais contratos renegociados.
“Quanto à expressão duplo dígito forte – incorretamente citada por alguns veículos de imprensa como duplo dígito alto –, ela não foi usada para indicar qualquer projeção da administração da companhia quanto à magnitude do reajuste que poderá resultar do processo de revisão que será empreendido”, diz o documento, em esclarecimento sobre uma fala do CFO, Lucas Garrido, em teleconferência de resultados.
De acordo com a Hapvida, trata-se de uma referência factual a reajustes anteriores e seu respectivo impacto, para registrar que, mesmo com um aumento significativo do ‘ticket, na ordem de duplo dígito forte’, os respectivos contratos foram mantidos em situações anteriores,
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