Helbor (HBOR3) dispara 6% na bolsa após prévia do 4T25; o que dizem os analistas?
As ações da construtora Helbor (HBOR3), que atua no segmento de alto padrão, sobem forte na bolsa de valores nesta terça-feira (13), após a companhia divulgar sua prévia operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25).
Por volta das 11h (horário de Brasília), os papéis da incorporadora avançavam cerca de 6,20% na B3, cotados a R$ 2,57. No acumulado dos últimos 12 meses, a valorização chega a 93%. Acompanhe o tempo real.
Entre outubro e dezembro, a empresa registrou vendas brutas totais de R$ 661,8 milhões, o que representa alta de 15,2% sobre o mesmo intervalo de 2024.
No período, a companhia lançou quatro projetos, que somaram R$ 959,3 milhões em valor geral de vendas (VGV), crescimento anual de 90%, com 48% de participação da Helbor.
Já no acumulado de 2025, os lançamentos alcançaram R$ 2,2 bilhões, dos quais 60% correspondem à fração da incorporadora.
A velocidade de vendas (VSO) foi de 17,5% no 4T25, queda de 4,3 pontos percentuais ante o mesmo intervalo de 2024, mas alta de 1,2 ponto percentual em relação aos três meses anteriores.
Já os distratos totalizaram R$ 83,8 milhões, correspondentes a 114 unidades, sendo 67,1% relativos à participação da construtora.
Na avaliação do BTG Pactual, os números operacionais foram “sólidos”, ainda que dentro do esperado, impulsionados principalmente pelos lançamentos, apesar de as vendas líquidas terem ficado 10% abaixo das estimativas internas do banco.
Em relatório, a casa também pontuou que a companhia tem direcionado esforços para a venda de estoques e ativos não essenciais, com foco na redução da alavancagem.
Em 2025, a incorporadora vendeu três propriedades como parte dessa estratégia, localizadas em São Paulo e Mato Grosso do Sul.
O que fazer com as ações?
Atualmente, o BTG mantém recomendação neutra para os papéis HBOR3, com preço-alvo de R$ 4,70 para os próximos 12 meses, o que representa potencial de valorização de cerca de 85%.
O banco afirmou que segue cauteloso com o segmento de renda média e alta no país, destacando, no entanto, que as ações da construtora estão “bastante descontadas” e que deve atualizar suas estimativas em breve.
Visão do BBI
Em relatório, o Bradesco BBI também manteve visão neutra para a Helbor, citando o nível de alavancagem — dívida equivalente a 55% do patrimônio líquido no terceiro trimestre de 2025 — e as mesmas perspectivas incertas para o setor de renda média e alta.
Por outro lado, reconheceu os esforços da gestão para melhorar a estrutura de capital, como a própria venda de terrenos, o que pode servir de gatilho para uma reavaliação das ações, atualmente negociadas a cerca de 0,2 vez o P/VPA (preço sobre o valor patrimonial).