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Helbor (HBOR3) sobe 7% na bolsa após parceria com Cyrela (CYRE3); BTG vê ação descontada e reforça compra

23 mar 2026, 11:24 - atualizado em 23 mar 2026, 11:24
Construção civil construtoras (Imagem: Drazen_/istockphoto)
Helbor (HBOR3) sobe 7% após parceria com Cyrela (CYRE3); BTG vê ação descontada e reforça compra (Imagem: Drazen_/istockphoto)

O BTG Pactual manteve recomendação de compra para as ações da Helbor (HBOR3), após a companhia anunciar um acordo com a Cyrela (CYRE3) para o desenvolvimento de um projeto residencial voltado ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

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O banco tem preço-alvo de R$ 4,10 para os papéis da incorporadora, o que representa um potencial de valorização de cerca de 46% em relação à cotação atual, de R$ 2,81.

Às 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (23), as ações da Helbor exibiam alta de 7,14% na bolsa de valores, enquanto os da Cyrela avançavam 4,95%.



Como será a parceria?

Em relatório, os analistas Gustavo Cambauva, Gustavo Fabris e Antonio Pascale classificaram a operação como positiva, embora com impacto limitado no curto prazo.

Na avaliação da equipe, o movimento sinaliza um esforço da Helbor para melhorar a rotação de ativos e reduzir sua alavancagem, que atingiu 54,5% no final do terceiro trimestre de 2025 (3T25).

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Pelos termos do acordo, a Cyrela comprará participação em uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), a HESA 159, responsável pelo desenvolvimento do projeto.

O empreendimento deverá ser desenvolvido sob a marca Vivaz, voltada ao segmento de baixa renda, no terreno conhecido como “Semp Toshiba“, na cidade de São Paulo, de propriedade da SPE.

Após a conclusão da operação, que ainda está sujeita a condições precedentes, a Helbor reduzirá sua fatia na HESA 159 de 55% para 30%, passando a atuar como sócia no projeto.

Além disso, a Cyrela também adquirirá cerca de 19 mil CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) detidos pela SPE, com pagamento em dinheiro.

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Parceria positiva, mas limitada

Na visão do BTG, o principal efeito do acordo é a geração de caixa para a Helbor, ainda que de forma gradual.

A expectativa é de entrada imediata de aproximadamente R$ 40 milhões no fechamento da transação, além de cerca de R$ 250 milhões ao longo do desenvolvimento do projeto, que pode ser lançado já em 2027.

“Consideramos este negócio positivo, uma vez que o recebimento em caixa representa 16% da dívida líquida da Helbor, o que implica uma desalavancagem relevante e crucial para uma reavaliação das ações”, afirmaram os analistas.

Na avaliação da equipe, os papéis HBOR3 seguem “excessivamente descontados”, negociando a cerca de 0,4 vez o múltiplo preço sobre valor patrimonial (P/VP).

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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