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Helbor (HBOR3) tem lucro líquido de R$ 5,3 milhões no 2T26, queda de 74%

12 ago 2026, 8:40
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Helbor (HBOR3) tem lucro líquido de R$ 5,3 milhões no 2T26, queda de 74% (Imagem: Helbor/Divulgação)

A Helbor (HBOR3), incorporadora focada no segmento de médio e alto padrão, registrou lucro líquido consolidado de R$ 5,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 74% em relação aos R$ 20,3 milhões apurados no mesmo período de 2025.

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No número atribuível aos sócios controladores, o lucro totalizou R$ 600 mil, recuo de 62,5% em um ano, segundo balanço divulgado nessa terça-feira (11).

A receita operacional líquida, por sua vez, somou R$ 212,6 milhões entre abril e junho, retração de 26% em relação ao 2T25.

Segundo a companhia, o resultado reflete o menor volume de vendas entre os períodos, além das mudanças no mix comercializado.

No 2T26, 70% das vendas corresponderam a unidades em construção, 18% a unidades prontas e 12% a lançamentos do primeiro semestre (1S26), ante 68%, 25% e 7%, respectivamente, no 2T25.

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Já os custos operacionais da Helbor somaram R$ 146,9 milhões no segundo trimestre, contra R$ 194,1 milhões um ano antes.

Ao final de junho, a dívida líquida da incorporadora totalizava R$ 1,77 bilhão, equivalente a 62,6% do patrimônio líquido consolidado. Esse índice representa um aumento de 4,7 pontos percentual em relação ao final de 2025.

Operacional

No campo operacional, a Helbor não realizou lançamentos ao longo do 2T26.

Ao todo, no primeiro semestre, foram lançados dois empreendimentos: o Nova Vivere, em parceria com a Tegra, no qual a Helbor detém participação de 18,3%, e o Parque Clube Ipoema, projeto 100% Helbor.

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O VGV (valor geral de vendas) total líquido dos lançamentos dos primeiros seis meses de 2026 foi de R$ 469,7 milhões, dos quais 33% são atribuíveis à participação da companhia.

Já as vendas brutas, entre abril e junho, somaram R$ 338,5 milhões, queda de 27,5% em relação ao 2T25. Segundo a Helbor, a redução é explicada principalmente pela ausência de lançamentos.

A participação da incorporadora nas vendas brutas totais do trimestre foi de 62,5%. Desse montante, R$ 143,3 milhões foram reconhecidos no resultado consolidado e R$ 68,3 milhões via equivalência patrimonial.

A velocidade de comercialização (VSO) total atingiu 11,3% no 2T26, queda de 7 pontos percentuais em relação ao 2T25.

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Os distratos, por sua vez, totalizaram R$ 66 milhões entre abril e junho, referentes a 100 unidades, uma redução de 49% em relação ao mesmo período do ano passado. Desse montante, 72,3% correspondiam à participação da Helbor.

Segundo a companhia, 100% das unidades canceladas foram revendidas no mesmo trimestre, com ganho médio de preço de 9% em relação ao valor da venda original.

Helbor caminha para deixar a B3

Cabe lembrar que a Helbor está em processo de oferta pública de aquisição de ações (OPA) lançada pela HBR Realty (HBRE3), que prevê a compra da totalidade dos papéis da incorporadora.

A operação foi anunciada no início de julho e, se aprovada, resultará no fechamento de capital da Helbor, que passará a ser uma subsidiária integral da HBR.

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Hoje, as duas empresas são controladas pela mesma família, a Borenstein, que detém aproximadamente 51% do capital de cada uma.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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