Empresas

Ibama deverá autuar Petrobras (PETR4) por vazamento de fluido na Foz do Amazonas, diz presidente

06 fev 2026, 16:48 - atualizado em 06 fev 2026, 16:48
dividendos petrobras
(Foto: Reuters/Sergio Moraes)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deverá autuar a Petrobras (PETR4) em razão do vazamento de um fluido de perfuração do poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, disse o presidente do órgão, Rodrigo Agostinho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Deverá gerar um auto de infração”, afirmou ele, em entrevista à Reuters.

Ele não soube quantificar qual valor poderia alcançar a infração em desfavor da estatal petrolífera.

“É o que acontece sempre, a equipe deve estar fechando a análise do relatório agora, acho que questão de alguns dias, esta semana”, acrescentou ele.

Segundo Agostinho, a Petrobras entregou ao Ibama no início da semana um relatório sobre o vazamento do fluido de perfuração no poço, na costa do Amapá. O vazamento ocorreu no dia 4 de janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta semana, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do poço, que havia sido paralisada no início do ano devido a um vazamento, segundo documento visto pela Reuters.

Inicialmente, a estatal previa concluir as atividades no poço em aproximadamente cinco meses.

O presidente do Ibama disse que o relatório da Petrobras era o dado que faltava para o órgão ambiental fechar a análise.

Segundo ele, o Ibama é muito rigoroso na concessão desse tipo de licenciamento de exploração porque, embora acidentes aconteçam, os planos de gerenciamento são feitos para “reduzir ao máximo a possibilidade da ocorrência desse tipo de situação”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“É aquela coisa, você tem o extintor na parede, mas não quer que tenha um incêndio”, comparou ele, ao avaliar que a região da Foz do Amazonas é “mais sensível” porque, mesmo estando em alto mar, tem áreas de corais e manguezais na costa.

“Enquanto não tinha uma estrutura lá, tiveram que montar uma megaestrutura lá no Oiapoque, o Ibama não autorizou (a exploração). A licença só saiu depois de tudo isso e a gente ainda exigiu testar o plano (de contingência) deles várias vezes”, destacou.

O presidente do Ibama citou que a Petrobras é a autuada número 1 do órgão ambiental, “normalmente por causa de pequenos incidentes”.

O vazamento do fluido gerou protestos de ativistas e organizações indígenas locais, que há anos alertam sobre o impacto potencial que a exploração de petróleo pode ter nos ecossistemas marinhos e costeiros da região.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar