Mercados

Ibovespa acompanha ‘onda azul’ de Wall Street e sobe 1%; dólar cai

04 nov 2026, 18:25 - atualizado em 04 nov 2026, 18:29
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(Imagem: iStock/peshkov)

O Ibovespa (IBOV) acompanhou a melhora de apetite a risco em Wall Street e interrompeu a sequência de seis quedas nesta quarta-feira (4), em meio à expectativa para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) sobre os juros.

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O principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 1,23%, aos 167.563,47 pontos.

O dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,4518, com queda de 0,65%.

Por aqui, os participantes dos mercados acompanharam a divulgação do Caged, que mostrou a abertura de 121.305 vagas formais de trabalho em setembro, número abaixo do esperado pelos economistas. O resultado reforçou a percepção de que o mercado de trabalho formal está começando a sentir, de maneira gradual, a desaceleração da economia e os efeitos dos juros elevados.

Já para a decisão sobre a Selic, a expectativa é de manutenção em 13,75% ao ano. As Opções de Copom da B3, na última atualização na sexta-feira (30), indicavam 72,5% de chance de taxa inalterada. Havia ainda 26% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic para 13,5% ao ano.

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A notícia de um pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (8), com sinalizações de que o petista anunciará um ajuste fiscal para o próximo governo, também repercutiu positivamente no mercado doméstico.

Altas e quedas do Ibovespa

As blue chips, por sua vez, tiveram uma sessão mista, com atenção concentrada ao cenário externo com a perspectiva mudança na postura dos EUA sobre a guerra com o Irã após derrota nas eleições.

A Vale (VALE3), que detém 8% de participação no índice, teve alta de 3,49% (R$ 62,35), acompanhando o desempenho do minério de ferro na China. O contrato mais líquido da commodity, para janeiro, subiu 1,56%, a US$ 102,23 por tonelada na Bolsa de Dalian.

A mineradora também foi impulsionada pela melhora do fluxo de capital estrangeiro. Apesar do movimento positivo, no entanto, o papel ainda teve dificuldade para alcançar os R$ 70, patamar que vinha sustentando em setembro.

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Já as ações da Petrobras (PETR4;PETR3), que juntas representam cerca de 13,5% do índice, terminaram o dia no vermelho, figurando entre as principais baixas do Ibovespa, na esteira da queda de mais de 8% dos preços do petróleo. PETR3 teve perda de 7,64% (R$ 53,40) e PETR4 recuou 7,08% (R$ 47,12).

Mas não foi só a estatal que caiu forte nesta quarta-feira: o setor petroleiro caiu em bloco, com a ponta negativa do Ibovespa tendo sido liderada por Brava (BRAV3), que recuou 9,19% (R$ 16,01).

Ainda entre os ‘pesos-pesados’, os bancos fecharam o dia majoritariamente em alta, diante das reações aos balanços do terceiro trimestre do Itaú (ITUB4). O Índice Financeiro (IFNC), que reúne as ações do setor bancário, teve alta de 3,18%.

Apesar do bom desempenho dos bancões, a ponta positiva do principa índice da B3 foi encabeçada por CSN Mineração (CMIN3), com alta de 13,678% (R$ 5,24).

Exterior

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Os índices de Wall Street registraram um dia de fortes ganhos com a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos EUA, aliado com a aceitação dos resultados pelo presidente Donald Trump eliminando o risco de incerteza política que pairava sobre os mercados.

O Dow Jones superou 53 mil pontos pela primeira vez desde 8 de setembro e teve o melhor desempenho diário desde 9 de abril de 2025, quando Trump anunciou uma ‘pausa temporária’ nas tarifas recíprocas.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +3,03%, aos 53.356,12 pontos;
  • S&P 500: +1,58%, aos 7.688,62 pontos;
  • Nasdaq: +1,44%, aos 25.736,513 pontos.

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Repórter do Seu Dinheiro e jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.
Repórter do Seu Dinheiro e jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.

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