Mercados

Ibovespa fecha em queda, mas acumula ganhos de quase 2% na semana; dólar sobe a R$ 5,22

13 fev 2026, 18:46 - atualizado em 13 fev 2026, 18:46
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(Foto: iStock.com/primeimages)

O Ibovespa (IBOV) encerrou a segunda semana de fevereiro em tom negativo, seguindo a aversão ao risco de investidores estrangeiros e de olho no noticiário corporativo.

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Nesta sexta-feira (13), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,69%, aos 186.464,30 pontos. No acumulado dos últimos cinco pregões, porém, o Ibovespa teve ganho de 1,92%. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2299, com alta de 0,57%. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,18% ante o real. 

No cenário doméstico, os investidores reagiram ao recuo de 0,4% nas vendas do varejo restrito em dezembro ante novembro, resultado mais negativo do que a mediana do Projeções Broadcast (-0,1%).

Já o conceito ampliado, que inclui as atividades de material de construção, de veículos e de atacado alimentício, registrou queda de 1,2% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal, mais negativo do que a mediana (-1%).

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O mercado também acompanhou os desdobramentos do noticiário envolvendo as movimentações de reestruturação de dívidas da Raízen (RAIZ4).

Altas e quedas do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) apresentou queda entre a maioria das ações, mesmo entre as pesos-pesados. Em destaque, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) fecharam em queda de 2,32%, a R$ 25,43, após alta na véspera com o resultado do quarto trimestre de 2025.

A maioria dos analistas apontaram que o resultado do balanço do banco, apesar de acima do esperado, trazia qualidade ainda ruim e preocupante.

O Bradesco BBI destacou em relatório que as receitas com tarifas mostraram fraqueza e que a qualidade dos ativos voltou a se deteriorar, com o índice de inadimplência acima de 90 dias avançando para 5,2%

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Ainda entre os pesos-pesados, as ações da Petrobras (PETR4) fecharam em queda de 0,59%, a R$ 36,89, na contramão do petróleo. O contrato futuro do Brent, para abril, encerrou com avanço de 0,34%, a US$ 67,75 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

A Vale (VALE3) também encerrou o dia em tom negativo, com recuo de 2,47%, a R$ 87,03, na esteira do desempenho do minério de ferro. O contrato mais líquido da commodity, negociado em Dalian, caiu 2,36%, a 746 yuans (US$ 108,10) a tonelada.

Apesar do prejuízo contábil no quarto trimestre de 2025, a Vale entregou, na visão de analistas, um conjunto de números operacionais e de geração de caixa que agradou, especialmente pelo desempenho da divisão de metais básicos e pela redução da alavancagem.

Para a XP Investimentos, com equipe liderada pelo analista Lucas Laghi, o resultado confirma um ciclo operacional mais robusto.

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“Os números do 4T25 reforçam um momento operacional bastante sólido da Vale. Houve continuidade dos ganhos de eficiência no minério de ferro, custos dentro do guidance e uma contribuição muito mais relevante da divisão de metais básicos, com melhora expressiva tanto em cobre quanto em níquel”.

Juntos, bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. 

A ponta negativa foi liderada pela TIM (TIMS3) com baixa de 3,92%, a R$ 27,18, após forte movimento de alta no acumulado do ano de, com valorização de 27,88%.

Já a ponta positiva foi encabeçada por Eneva (ENEV3), que registrou avanço de 8,01%, a R$ 21,43, impulsionado pela decisão do governo de rasgar os preços-teto anteriores e anunciar uma revisão para o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) de março.

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Exterior 

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única na última sessão da semana com os setores de tecnologia, softwares e finanças no negativo, por temores com a volatilidade da inteligência artificial.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,10%, aos 49.500,93 pontos;
  • S&P 500: +0,05%, aos 6.836,17 pontos; 
  • Nasdaq: -0,22%, aos 22.546,67 pontos.

LEIA MAIS: Ações recuam na Europa com cautela por volatilidade da IA, balanços e dados em foco

Na Europa, os principais índices também encerraram mistos. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,13%, aos 617,70 pontos. Na semana, o recuo foi de 0,02%. 

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Na Ásia, os índices fecharam predominantemente em queda. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,21%, aos 56.941,97 pontos, seguindo o tombo das commodities; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,72%, aos 26.567,12 pontos. 

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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