Mercados

Inflação dos EUA pressiona e Ibovespa tem leve queda; dólar sobe a R$ 5,02

14 out 2026, 17:14 - atualizado em 14 out 2026, 17:38
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(Imagem: Leung Cho Pan/Canva)

O Ibovespa (IBOV) cedeu à pressão externa, com a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos após dados de inflação, e estendeu as perdas da véspera.

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Nesta quarta-feira (14), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,18%, aos 206.505,98 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0289, com alta de 0,17%.

“Além do vetor externo, pesou [no desempenho da Bolsa] a realização dos lucros após o forte avanço acumulado da semana anterior”, avaliou Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.

Por aqui, o mercado operou à espera da pesquisa Quaest de intenção de votos da corrida presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após levantamento BTG Pactual/Nexus ter mostrado redução da vantagem do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o petista.

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Dados fracos do setor de serviço também ficaram no radar. O volume do setor caiu 0,1% frente a julho e teve alta de 0,6% sobre o mesmo mês do ano anterior. Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam um crescimento de 0,4% na comparação mensal e uma alta de 1,1% na comparação anual.

“Os dados mais recentes de atividade mostram que a economia brasileira continua crescendo, mas perdeu fôlego e está desacelerando. Esperamos que esse movimento continue nos próximos trimestres, embora o mercado de trabalho aquecido deva ajudar a sustentar a atividade”, afirmou a economista Claudia Moreno, do C6 Bank.

Altas e quedas do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada pelas petroleiras, apoiada pelo avanço do petróleo. O contrato do Brent para dezembro fechou com alta de 0,35%, a US$ 106,06 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Com isso, Prio (PRIO3) encabeçou as altas do índice, com avanço de 2,44% (R$ 68,39). As cotações são preliminares. O Bank of America (BofA) também elevou o preço-alvo das ações da junior oil de R$ 71 para R$ 74 até o fim de 2027 e reiterou a recomendação de compra.

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Petrobras (PETR4;PETR3), cujas as ações representam cerca de 13,5% do índice, também figurou entre as ações com maiores ganhos do IBOV: PETR3 subiu 2,35% (R$ 65,28) e PETR4 avançou 2,02% (R$ 58). A valorização levou a estatal a superar R$ 800 bilhões em valor de mercado pela primeira vez.

Já a ponta negativa foi liderada por ações cíclicas. Magazine Luiza (MGLU3) caiu 5,36% (R$ 28,44), pressionado pelo avanço na curva de juros futuros.

As blue chips também tiveram desempenho negativo. O Índice Financeiro (IFNC) fechou com baixa de 1,43% e Vale (VALE3), que detém 8% de participação do índice, caiu 0,83% (R$ 66,60) na esteira do minério de ferro.

Exterior

Os índices de Wall Street terminaram o pregão em queda, pressionados por perdas no setor de inteligência artificial e dados de inflação acima do esperado.

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A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses subiu de 3,4% para 3,7%, acima do esperado pelo mercado e também acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Confira o fechamento:

  • Dow Jones: -0,09%, aos 51.621,48 pontos;
  • S&P 500: -1,11%, aos 7.718,94 pontos;
  • Nasdaq: -1,88%, aos 26.692,868 pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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