Mercados

Ibovespa fecha em alta sustentada pela Petrobras (PETR3;PETR4); dólar cai a R$ 5,20

17 mar 2026, 17:41 - atualizado em 17 mar 2026, 17:50
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) fechou em ligeira alta sustentada pelo desempenho da Petrobras à espera das decisões de juros nos Estados Unidos e Brasil.

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Nesta terça-feira (17), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,30%, aos 180.409,73 pontos. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2000, com queda de 0,57%

Por aqui, os investidores acompanharam o primeiro dia de reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC),  para decidir sobre a trajetória dos juros no Brasil. Nos últimos comunicados, o colegiado havia sinalizado que iniciaria uma flexibilização monetária.

No entanto, com o conflito no Oriente Médio em sua terceira semana de duração, o mercado elevou os temores de uma pressão dos preços de combustíveis e energia na inflação, o que limitaria o espaço para um corte maior pelo Copom.

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Ontem (16), os economistas ouvidos pelo BC ajustaram as projeções para 2026, segundo o Boletim Focus, e subiram de 12,13% para 12,25% a mediana para a Selic no fim deste ano.

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou queda menos intensa, de 0,24% em março, após recuar 0,42% no mês anterior, de acordo com os dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta manhã.

Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses retração de 2,53%. A queda mensal foi um pouco menor do que a expectativa em pesquisa da Reuters para a leitura mensal, que indicava recuo de 0,27%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve recuo de 0,39% em março, depois de cair 0,80% no mês anterior.

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Altas e quedas do Ibovespa

A Petrobras (PETR3PETR4) encerrou com alta de 1,22% para a ação ordinária, a R$ 50,73, enquanto a ação preferencial subiu 1,76%, com a entrada de fluxo estrangeiro e a alta do petróleo. Hoje, o Brent teve alta de 3,20%, a US$ 103,42 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada pela Natura (NATU3), com avanço de 8,46%, a R$ 9,36, após o balanço divulgado na véspera mostrar uma reversão do prejuízo em base anual, com lucro líquido das operações continuadas de R$ 186 milhões no quarto trimestre de 2025.

Analistas do BTG Pactual destacam que houve uma melhora nos indicadores operacionais, após a Natura eliminar itens não recorrentes. Por outro lado, a dinâmica de receita líquida abaixo do esperado persiste, aponta o banco.

“Especificamente, o 4º trimestre foi novamente marcado por um desempenho fraco na receita líquida, refletindo a desaceleração da demanda no Brasil, instabilidades na integração de marcas e câmbio desfavorável na Argentina”, pondera a equipe liderada por Luiz Guanais.

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Já a ponta negativa foi liderada pelo Magazine Luiza (MGLU3), que recuou 8,13%, a R$ 9,04.

Exterior 

Os índices de Wall Street fecharam em alta pela segunda sessão consecutiva.

Os investidores operaram na expectativa pela decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que acontece na quarta-feira (18). De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, os traders veem 99,1% de chance de o Fomc manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. O início de cortes nos juros deve começar apenas em setembro.

Os desdobramentos do conflito no Irã e a expectativa de retomada do escoamento de petróleo no Estreito de Ormuz continuaram no radar.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA são “o país mais poderoso do mundo” e não precisam “da ajuda de ninguém”, após membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se recusarem a auxiliar na segurança do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã após o início dos ataques americanos-israelenses em Teerã.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,10%, aos 46.993,26 pontos;
  • S&P 500: +0,25%, aos 6.716,09 pontos; 
  • Nasdaq: +0,47%, aos 22.479,52 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom positivo, ainda de olho nos preços do petróleo. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com alta de 0,67%, aos 602,45 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam sem direção única, diante das incertezas quanto ao conflito no Oriente Médio. O índice Nikkei, do Japão, caiu 0,09%, aos 53.700,39 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,13%, aos 25.868,54 pontos. 

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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