Ibovespa fecha próximo da estabilidade com liquidez reduzida por NY e tensões geopolíticas no radar; dólar cai a R$ 5,36
O Ibovespa (IBOV) iniciou a semana com baixa liquidez, em meio a ausência dos mercados de Wall Street por feriado local. As tensões geopolíticas e o cenário eleitoral brasileiro ficaram no radar dos investidores.
Nesta segunda-feira (19), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,03%, aos 164.849,27 pontos.
Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3640, com queda de 0,16%.
No cenário doméstico, o noticiário corporativo movimentou –o pregão. As novas declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também dividiram as atenções.
Em entrevista ao UOL, Haddad afirmou que iniciou uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu papel nas eleições de 2026, mas que os dois ainda não chegaram a um consenso.
Questionado sobre a possibilidade de concorrer ao governo do Estado de São Paulo a pedido de Lula, o ministro lembrou que tem dito que não pretende se candidatar este ano. Haddad deve deixar a pasta econômica até fevereiro.
Ele também disse que o governo discute ampliar o poder de fiscalização do Banco Central, com a possibilidade de transferir para a autarquia a supervisão dos fundos de investimento — hoje sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Altas e quedas do Ibovespa
Entre as ações negociadas no Ibovespa (IBOV), a ponta positiva foi liderada por Hapvida (HAPV3), com alta de mais de 4%, por movimento técnico. No primeiro mês do ano, as ações já acumulam perdas de quase 8%.
A ponta negativa foi encabeçada por Natura (NATU3), em meio a expectativas para os resultados do quarto trimestre (4T25). A varejista divulga os números do último trimestre e consolidado de 2025 em 16 de março.
Entre os pesos-pesados, os bancos recuperaram parte das perdas, com a maioria encerrando a sessão próxima da estabilidade com o início dos pagamentos aos credores do Banco Master pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
As ações da Petrobras (PETR4) encerraram o dia em leve alta, na contramão do petróleo. O contrato mais líquido do Brent, para março, caiu 0,3%, a US$ 63,94 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Vale (VALE3) também teve um pregão negativo, na esteira do minério de ferro. O contrato mais negociado da commodity na Dalian Commodity Exchange, na China, encerrou com recuo de 2,58%, a 794 yuans (US$ 113,92) a tonelada, em reação a uma série de dados da economia chinesa.
Vale lembrar que Petrobras, Vale e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.
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Exterior
Os índices de Wall Street ficaram fechados nesta segunda-feira devido ao feriado de Dia de Martin Luther King Jr..
Na Europa, os principais índices encerraram a sessão em queda, com a escalada das tensões geopolíticas protagonizadas pelos Estados Unidos, na tentativa de adquirir a Groenlândia, que pertence à Dinamarca.
No fim de semana, o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou implementar tarifas de até 25% para oito países europeus: Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido – todos já sujeitos a taxas impostas pelo governo Trump.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 1,19%, aos 607,06 pontos, a maior queda diária em dois meses.
Na Ásia, os índices também fecharam o pregão em tom negativo. O índice Nikkei, do Japão caiu 0,65%, aos 53.583,57 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve recuo de 1,05%, aos 26.563,90 pontos.