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Ibovespa dribla cautela externa com ajuda de Petrobras (PETR4) e fecha em alta; dólar sobe a R$ 5,16

02 mar 2026, 18:13 - atualizado em 02 mar 2026, 18:27
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(Foto: iStock.com/primeimages)

O Ibovespa (IBOV) iniciou março em tom positivo com impulso da disparada do petróleo, em meio a escalada das tensões geopolíticas após o ataque dos Estados Unidos contra o Irã no fim de semana.

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Nesta segunda-feira (2), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,28%, aos 189.307,02 pontos. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1659, com alta de 0,62%. 

No cenário doméstico, os investidores repercutiram novas projeções para os principais indicadores econômicos, na expectativa por dados de emprego.

Os economistas consultados pelo Banco Central (BC) ajustaram as projeções para a Selic em 2026 pela segunda vez consecutiva, de 12,13% para 12% ao ano em dezembro, segundo o Boletim Focus.

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Já as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 se mantiveram inalteradas em 3,91%, após IPCA-15 mais forte do que o esperado na semana passada.

Contudo, as atenções ficaram concentradas no exterior. No último sábado (28), os Estados Unidos em conjunto com Israel atacaram o Irã, com a confirmação da morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo país persa – sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

No início da tarde de hoje, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que os ataques ao país persa devem durar entre quatro e cinco semanas, mas com “capacidade para prolongar por muito mais tempo”, em coletiva de imprensa.

Altas e quedas do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) iniciou a sessão em queda de quase 1%, mas recuperou as perdas com apoio de Petrobras (PETR4). As ações da estatal, que estão entre os pesos-pesados do índice, subiram mais de 4,5% na esteira do petróleo Brent.

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Com a escalada das tensões no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, o petróleo Brent disparou mais de 13% durante a sessão. Os contratos mais líquidos do Brent, para maio, encerraram com alta de 6,68%, a US$ 77,74 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Mas a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Prio (PRIO3), com alta de 5,12%, a R$ 57,28.

Já a ponta negativa foi encabeçada por Braskem (BRKM5) com o mercado digerindo a queda nas vendas de resinas e principais químicos no Brasil, registrada no relatório operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25). O papel da petroquímica fechou com queda de 3,55%, a R$ 9,25.

Os números mostram uma situação ainda difícil, na visão do BTG Pactual, que permanece cauteloso diante do momento da petroquímica.

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Exterior 

Os índices de Wall Street operaram sem direção única com os investidores acompanhando os desdobramentos dos ataques dos EUA coordenados contra o Irã, iniciados no último sábado (28).

Após os ataques, o presidente Donald Trump afirmou que uma “grande onda” ainda está por vir na guerra com o Irã, em entrevista à CNN.

“Ainda nem começamos a atacá-los com força. A grande onda ainda nem aconteceu. A grande onda está chegando”, disse Trump, afirmando à TV norte-americana que não estava claro quem estava liderando o país no momento. “Não sabemos quem é a liderança. Não sabemos quem eles vão escolher”, disse ele.

De acordo com o Polymarket, o mercado vê 40% de chance de um cessar-fogo entre EUA e Irã até 30 de junho.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,15%, aos 48.904,78 pontos;
  • S&P 500: +0,04%, aos 6.881,62 pontos; 
  • Nasdaq: +0,36%, aos 22.748,85 pontos.

Na Europa, os principais índices encerraram em forte queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 1,65%, aos 623,36 pontos.

Na Ásia, os índices também fecharam em tom negativo com a escalada das incertezas. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,35%, aos 58.057,24 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 2,14%, aos 26.059,85 pontos. 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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