Ibovespa dispara e renova recorde aos 171 mil pontos com recuo de Trump; dólar cai a R$ 5,32
O Ibovespa (IBOV) ganhou mais de 5,5 mil pontos, saltando dos 166 mil pontos para o nível próximo dos 172 mil pontos, engantando o segundo dia consecutivo de recordes apoiado pelo fluxo estrangeiro.
Nesta quarta-feira (21), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 3,33%, aos 171.816,67 pontos, em novo recorde nominal histórico. A máxima anterior foi registrada no dia anterior, quando o Ibovespa fechou aos 166.276,80 pontos.
Durante a sessão, o índice também renovou a maior pontuação intradia ao encostar nos 172 mil pontos.
Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3208, com queda de 1,11%.
No cenário doméstico, os investidores concentraram as atenções em novos desdobramentos do caso Master. Hoje, o Banco Central decretou a iquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master Múltiplo S/A.
O destaque, porém, foi o cenário eleitoral. Mais cedo, a pesquisa AtlasIntel mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com folga todos os cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de outubro deste ano, com chances inclusive de vencer já no primeiro turno, e mantém a liderança nas simulações de segundo turno.
De acordo com o levantamento, encomendado pela Bloomberg, os dois possíveis candidatos do campo bolsonarista — o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — registram desempenho idêntico contra o petista em um segundo turno.
No cenário em que apenas Flávio é o candidato bolsonarista, Lula tem 49% e o senador aparece com 35%, uma redução da distância em relação às pesquisas anteriores.
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Altas e quedas do Ibovespa
O Ibovespa (IBOV) bateu os recordes com entrada de capital estrangeiro, em meio a saída de capital dos Estados Unidos com a escalada das tensões geopolíticas protagonizadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
As ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR4) saltaram mais de 3%. O papel da mineradora superou a cotação de R$ 82, no maior nível histórico.
Os bancos, que também integram os pesos-pesados do índice, avançaram em bloco com os investidores acompanhando os desdobramentos do Caso Master e o pagamento aos credores pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). De acordo com o FGC, 448 mil dos 800 credores do banco liquidado já finalizaram o processo de solicitação da garantia.
Os bancos, Vale e Petrobras juntos corresponde a 50% da carteira teórica do Ibovespa.
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Cogna (COGN3), que disparou 11%. Mais cedo, o BTG Pactual elevou a recomendação de neutra para compra e elevou o preço-alvo de R$ 4 para R$ 5. Para os analistas, a educacional continua a apresentar sólido momento operacional e perspectivas atrativas de geração de fluxo de caixa livre (FCF).
Apenas uma ação encerrou em queda: TIM (TIMS3). A companhia reagiu ao rebaixamento da recomendação de compra para neutra pelo Citi.
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Exterior
Os índices de Wall Street saltaram mais de 1% com recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tarifas a países europeus e um possível acordo sobre a Groenlândia.
No discurso no Fórum Mundial Econômico, em Davos, o chefe da Casa Branca afirmou que não usará da força para “conquistar” a ilha. Já no final da tarde, ele declarou que está próximo de um acordo para encerrar a disputa pela Groelândia.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +1,21%, aos 49.077,23 pontos;
- S&P 500: +1,16%, aos 6.875,62 pontos;
- Nasdaq: +1,18%, aos 23.224,82 pontos.
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Na Europa, os principais índices terminaram as negociações sem direção única. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve leve queda de 0,02%, aos 602,67 pontos.
Na Ásia, os índices também fecharamem tom misto. O índice Nikkei, do Japão caiu 0,41%, aos 52774,64 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,37%, aos 26.585,06 pontos.