Mercados

Ibovespa perde carona com Wall Street e fecha em baixa de olho em Vale (VALE3); dólar recua a R$ 5,07

21 jul 2026, 17:25 - atualizado em 21 jul 2026, 17:33
Ibovespa, bolsa de valores, mercado, mercados, ações, carteira recomendada
(Imagem: iStock/maciek905)

O Ibovespa (IBOV) fechou em ligeira baixa, perdendo carona no otimismo do exterior, enquanto a Petrobras (PETR4) limitou a queda do índice.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta terça-feira (21), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0737, em queda de 0,31%.

Por aqui, o mercado acompanhou as pesquisas eleitorais do instituto Real Time Big Data e Indexa Pesquisas, ambas apontando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno se as eleições presidenciais.

As pesquisas foram as primeiras após o anúncio de nova sobretaxa de 25% dos Estados Unidos a produtos importados do Brasil, com vigência prevista para esta quarta-feira (22).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, o mercado aguarda a divulgação do relatório de produção e vendas da Vale (VALE3) nesta terça-feira. A expectativa é de que a mineradora apresente uma forte recuperação na produção de minério de ferro no segundo trimestre de 2026, beneficiada pela melhora sazonal das condições climáticas e pelo avanço de projetos de expansão.

O movimento, porém, deve vir acompanhado de custos mais elevados, apontam Santander e Genial Investimentos.

Altas e quedas do Ibovespa

Entre as ações negociadas no Ibovespa, os ‘pesos-pesados’ contribuíram para aliviar o índice. A Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, surfou com a alta dos preços do petróleo no mercado internacional e limitou as perdas do IBOV. PETR3 subiu 1,43% (R$ 46,78) e PETR4 registrou alta de 1,24% (R$ 41,66).

A Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, também avançou e encerrou o dia com ganho de 0,43% (R$ 72,24), destoando do minério de ferro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O setor de bancos também teve alta: o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com avanço de 0,49%; o Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve ganho de 0,54% (R$ 42,53).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

A ponta negativa do IBOV foi liderada por Hypera (HYPE3), com baixa de 5,51%, a R$ 20,24, enquanto os ganhos do índice foram encabeçados pela MBRF (MBRF3), com avanço de 4,06% (R$ 15,11).

Hoje, a MBRF aprovou o cancelamento de 21.476.565 ações ordinárias mantidas em tesouraria, conforme comunicado divulgado ao mercado.

Exterior

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os índices de Wall Street fecharam em alta impulsionados pelos balanços corporativos e a alta de fabricantes de chips.

A guerra, que entrou no décimo dia consecutivo de ataques diretos entre Estados Unidos e Irã, segue nos holofotes com relatos de que Teerã recebeu uma proposta dos mediadores para um cessar-fogo de dez dias.

Os desdobramentos do conflito dividiram ainda as atenções com a nova rodada de tarifas sobre os produtos de países parceiros comerciais e os resultados do segundo trimestre (2T26).

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,74%, aos 52.224,64 pontos;
  • S&P 500: +0,89%, aos 7.509,20 pontos;
  • Nasdaq: +1,29%, aos 25.837,207 pontos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na Europa, os índices fecharam sem direção única com balanços e a guerra no Oriente Médio. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,56%, aos 643,19 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram também mistos: o Nikkei, do Japão, saltou 3,26%, aos 66.232,19 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,04%, aos 25.132,29 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar