Mercados

Ibovespa tem novo recorde aos 184 mil pontos à espera de Copom; dólar fica estável a R$ 5,20

28 jan 2026, 18:15 - atualizado em 28 jan 2026, 18:24
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(Imagem: iStock)

O Ibovespa (IBOV) manteve o ritmo de fortes ganhos da sessão anterior, ganhou quase 3 mil pontos durante a sessão e bateu um duplo recorde com decisão de juros nos Estados Unidos e à espera de uma manutenção da Selic no Brasil.

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Nesta quarta-feira (28), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 1,52%, aos 184.691,05 pontos. O recorde anterior foi registrado ontem (27), quando o Ibovespa encerrou aos 181.919,13 pontos.

Durante a sessão, o índice também renovou o recorde nominal intradia ao superar os 185 mil pontos. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações estável a R$ 5,2066, ainda no menor nível desde maio de 2024

No cenário doméstico, o mercado ficou na expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A expectativa é de manutenção da Selic a 15% ao ano pela 5ª vez consecutiva, mas com alguma indicação de início de um afrouxamento monetário em março.

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Um corte nos juros já nesta decisão também não está descartado. Uma pesquisa do BTG Pactual com gestores, traders, economistas e estrategistas, divulgada pela manhã, mostra que 76% dos entrevistados esperam a manutenção da Selic em 15%, mas 68% deles avaliam que uma redução nos juros já é “justificável”.

“Quase metade (49%) considera a decisão [de cortar a Selic] plenamente justificável à luz das condições atuais de inflação, atividade e política monetária, enquanto cerca de 20% a veem como parcialmente justificável, ainda que envolva riscos relevantes”, afirma a pesquisa.

O levantamento foi realizado entre os dias 26 e 27 deste mês. O Comitê de Política Monetária (Copom) divulga a decisão hoje após o fechamento dos mercados.

Altas e quedas do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) estendeu o ritmo de recordes ainda com a forte entrada de capital estrangeiro. Segundo dados da B3, o investidor estrangeiro já aportou US$ 17,7 bilhões no mercado brasileiro neste ano, sendo US$ 2 bilhões somente na última sexta-feira (23).

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O fluxo de dólares tem impulsionado os pesos-pesados do índice. Vale (VALE3), por exemplo, subiu mais de 2% e as ações figuraram como as mais negociadas da B3, com mais de 62,8 mil negócios e giro financeiro de 2,25 bilhões.

Além do aporte dos gringos, o mercado reagiu à prévia operacional referente ao quarto trimestre (4T25). A mineradora produziu 90,4 milhões de toneladas de minério de ferro entre outubro e dezembro do ano passado.

O volume representa alta de 6% na comparação anual, mas queda de 4,2% frente ao terceiro trimestre, movimento já esperado pelo mercado por conta da sazonalidade do período chuvoso.

Na comparação com o mesmo período de 2024, o avanço foi sustentado pelo melhor desempenho dos sistemas Sudeste e Sul, além do ramp-up dos projetos Capanema e VGR1. Já na base trimestral, a retração reflete o menor ritmo operacional típico do fim de ano, após um terceiro trimestre mais forte.

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Ainda entre os pesos-pesados, a Petrobras (PETR4) engatou o 9º dia de ganhos consecutivos, com apoio do desempenho do petróleo. O contrato futuro do Brent, referência para o mercado mundial, para março encerrou as negociações com alta de 1,17%, a US$ 67,37 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Juntos, bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. 

A ponta positiva, porém, foi liderada por Raízen (RAIZ4), que saltou mais de 17% e voltou a ser cotada acima de R$ 1,00, em meio a expectativa de reestruturação financeira da companhia. Entre as perdas, Embraer (EMBJ3) encabeçou a ponta negativa do Ibovespa mesmo após atingir mais um recorde em sua carteira de pedidos firmes. 

Exterior 

Os índices de Wall Street encerraram em tom misto.

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O Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, como o esperado, e interrompeu o ciclo de cortes iniciado em setembro do ano passado.

Mais uma vez, a decisão não foi unânime: os diretores Stephen Miran – indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, – e Christopher Waller – um dos cotados a substituir Jerome Powell –, votaram pelo corte de 0,25 ponto percentual na taxa referencial.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,02%, aos 49.015,60 pontos;
  • S&P 500: -0,01%, aos 6.978,03 pontos; 
  • Nasdaq: +0,17%, aos 23.857,44 pontos.

LEIA MAIS EM: Wall Street fecha em tom misto após Fed interromper ciclo de cortes nos juros dos EUA

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Na Europa, os principais índices terminaram em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve recuo de 0,75%, aos 608,51 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam em alta, ainda com especulações sobre intervenção no câmbio japonês. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,05%, aos 53.358,71 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve ganho de 2,58%, aos 27.826,91 pontos. 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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