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Ibovespa renova recorde com cenário eleitoral e acumula alta de 6% em agosto; dólar sobe a R$ 5,42

29 ago 2025, 17:30 - atualizado em 05 nov 2025, 10:50
Ibovespa-alta
(Imagem: iStock.com/erhui1979)

O Ibovespa (IBOV) teve um dia de duplo recorde com cenário eleitoral nos holofotes. Dados fiscais e as medidas retaliatórias ao ‘tarifaço’ dos Estados Unidos ficaram em segundo plano.

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Nesta sexta-feira (29), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com alta de 0,26%, aos 141.422,26 pontos e renovou o recorde histórico nominal. O maior nível de fechamento até então era de 141.263,56 pontos, registrado em 4 de julho. Durante a sessão, o Ibovespa atingiu o maior nível histórico aos 142.378,69 pontos.

Na semana, o Ibovespa subiu 2,50% e encerrou agosto com valorização de 6,28%.

Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,4220, com alta de 0,29%

No cenário doméstico, as expectativas para uma troca de governo no próximo ano seguiram fazendo preço. 

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O UBS BB afirmou que a avaliação do governo atual é insuficiente para sugerir uma vitória de Lula nas próximas eleições. De acordo com o agregador de pesquisas de popularidade do banco, considerando os resultados das pesquisas Quaest, Paraná Pesquisas e Datafolha, qualquer candidato com percentual abaixo de 40% não foi reeleito e nem conseguiu eleger um sucessor.

Lula, segundo o agregador do UBS, tem 29,7% de aprovação — somando as avaliações de “ótimo” e “bom”.

Os dados também movimentaram a sessão, mas com impacto neutro. Entre eles, a dívida bruta do Brasil registrou alta em julho e ficou acima do esperado, enquanto o setor público consolidado brasileiro apresentou déficit primário mais forte do que o projetado, de acordo com dados pelo Banco Central.

O anúncio de medidas com base na Lei de Reciprocidade Econômica, como uma retaliação ao ‘tarifaço’ dos Estados Unidos trouxe ruídos, mas também ficou em segundo plano.

Altas e quedas do Ibovespa

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O Ibovespa (IBOV) teve mais um dia agitado com noticiário corporativo e movimentações de final de mês.

A ponta positiva foi liderada por Raízen (RAIZ4) com a venda de usinas Rio Brilhante e Passatempo, localizadas no estado de Mato Grosso do Sul, e que têm capacidade instalada de moagem de 6 milhões de toneladas.

Marfrig (MRFG3) também operou entre as maiores altas. A companhia informou que a operação de venda de determinadas unidades no Uruguai para a Minerva (BEEF3) foi cancelada, uma vez que não houve o cumprimento das condições suspensivas exigidas para a conclusão da operação dentro do prazo de dois anos.

Já a ponta negativa foi encabeçada por RD Saúde (RADL3), em meio à realização dos lucros recentes. No mês, a ação da rede de farmácias acumulou valorização de cerca de 30% e figurou com o papel com melhor desempenho do índice.

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Entre os pesos-pesados, os bancos engataram uma nova alta com novas regras para fintechs após a Operação Carbono Oculto, deflagrada ontem (28) e que teve como alvo a região da Faria Lima.

Em destaque, Vale (VALE3) encerrou a sessão em alta na esteira do minério de ferro. Petrobras (PETR3; PETR4) também avançou, na contramão do desempenho do petróleo, em meio a rumores de que estatal considera uma proposta da gestora de private equity IG4 Capital em assumir o controle da Braskem (BRKM5).

Exterior 

Os índices de Wall Street fecharam em queda, com piora do sentimento do consumidor e forte queda das ações de companhias de semicondutores como a Nvidia (NVDA).

O índice de sentimento do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, caiu de 61,7 em julho para 58,2 em agosto. O resultado veio abaixo do esperado por analistas consultados pela FactSet e da leitura preliminar do mês, ambos de 58,6.

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Por outro lado, a inflação veio em linha com o esperado e sustentou a perspectiva de corte nos juros em setembro. O índice de preços (PCE), referência inflacionária para o Fed, subiu 0,2% em julho e avançou para 2,6% em um ano — acima da meta de 2% perseguida pelo BC norte-americano.

Perto do fechamento, o mercado precificava 87,2% de chance de o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) cortar 0,25 ponto percentual dos juros na próxima reunião de política monetária. Ontem (28), a probabilidade era de 86,7%. A taxa de juros norte-americana está na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano.

O embate entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e diretora do Fed, Lisa Cook, continuou no centro das atenções. A audiência sobre a ação terminou sem uma decisão.

Confira o fechamento dos índices de Wall Street:

  • Dow Jones: -0,20%, aos 45.544,88 pontos;
  • S&P 500: -0,64%, aos 6.460,26 pontos; 
  • Nasdaq: -1,15%, aos 21.455,55 pontos.
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Na semana, o Dow Jones teve queda de 0,20%; o S&P 500 recuou 0,10% e o Nasdaq registrou baixa de 0,19%.

Já no saldo mensal, o tom foi positivo: Dow Jones acumulou alta de 4,5%; S&P 500 subiu 3,6% e Nasdaq teve valorização de 3,9% em agosto. Esse foi o quarto mês consecutivo de ganhos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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