Mercados

Ibovespa acompanha humor de Wall Street e sobe quase 1%; dólar perde força após invasão dos EUA na Venezuela

05 jan 2026, 18:19 - atualizado em 05 jan 2026, 18:23
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) recuperou as perdas da primeira sessão de 2026 e ganhou fôlego com os pesos-pesados, enquanto os riscos geopolíticos concentraram as atenções no exterior.

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Nesta segunda-feira (5), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,83%, aos 161.869,76 pontos. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,4055, com queda de 0,37%

No cenário doméstico, os investidores acompanham o primeiro Boletim Focus de 2026. Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) elevaram ligeiramente a projeção para a inflação de 4,05% para 4,06% para este ano. 

No caso da Selic, a expectativa para este ano segue em 12,25%. A taxa básica de juros está em 15% ao ano.

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O mercado também ficou à espera de novos dados econômicos, entre eles o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência de inflação para o Banco Central (BC), de dezembro, que será divulgado na próxima sexta-feira (9).

Altas e quedas do Ibovespa

Entre as companhias listadas no Ibovespa (IBOV), as construtoras lideraram os ganhos da sessão. MRV (MRVE3) saltou mais de 7%, figurando como a maior alta do pregão.

Cyrela (CYRE3) e Direcional (DIRR3) completaram a tríade da ponta positiva com avanço de mais de 5%.

Na avaliação do Itaú BBA, as construtoras – em especial aquelas com maior exposição a projetos voltados para habitação popular – estão passando por uma conjuntura muito favorável, sustentada por condições favoráveis de financiamento no programa Minha Casa Minha Vida, “as quais impulsionam a demanda pelas unidades das companhias e as permitem acelerar seus planos de crescimento e, consequentemente, expandir seus lucros”.

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Entre os pesos-pesados do Ibovespa, bancos e Vale (VALE3também fecharam em tom positivo e sustentaram o dia de ganhos para o índice.

Em destaque, Vale figurou como a segunda ação mais negociada da B3, sendo beneficiada pelo desempenho do minério de ferro. O contrato mais líquido da commodity, com vencimento em maio, encerrou as negociações na Bolsa de Dalian, na China, com avanço de 0,95%, a 797 yuans (US$ 113,94) a tonelada.

Já Petrobras (PETR4destoou do forte desempenho do petróleo e acompanhou a baixa do setor, com o mercado avaliando os possíveis impactos da intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e o reflexo da reconstrução da infraestrutura petrolífera do país vizinho.

A ponta negativa do índice, porém, foi liderada por C&A (CEAB3), em forte realização de lucros recentes. A ação da varejista despencou cerca de 16%.

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Exterior 

Os índices de Wall Street registraram fortes ganhos com impulso das ações do setor petrolífero após a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +1,23%, aos 48.977,18 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +0,64%, aos 6.902,05 pontos; 
  • Nasdaq: +0,69%, aos 23.395,82 pontos.

Na Europa, o tom também foi positivo. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a sessão com avanço de 0,94%, aos 601,76 pontos. 

Na Ásia, os índices encerraram em alta. O índice Nikkei, do Japão, subiu 2,97%, aos 51.832,80 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve ganho de 0,03%, aos 26.347,24 pontos. 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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