Mercados

Ibovespa recua mais de 2% com conflito no Oriente Médio; dólar avança a R$ 5,28

05 mar 2026, 18:47 - atualizado em 05 mar 2026, 19:02
Mercado Mercados Ibovespa Morning Wall Street Agenda
(Imagem: iStock/Lemon_tm)

Após fechar em alta na véspera, o Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão em forte queda acompanhando o exterior.

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Nesta quinta-feira (5), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com recuo de 2,64%, aos 180.463,84 pontos. Na mínima intradia, o índice chegou a recuar 2,95%, aos 179.895,37 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2870, em alta de 1,32%

Os olhos do mercado continuaram acompanhando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, ainda sem perspectiva de um término próximo.

No cenário doméstico, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego foi de 5,4% no trimestre móvel encerrando em janeiro, alta em relação aos 5,1% no quarto trimestre, mas estável na comparação com os três meses imediatamente anteriores, até outubro.

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A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,208 bilhões em fevereiro, ante um resultado negativo de US$ 467 milhões observado no mesmo mês de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta quinta-feira (5).

Pesquisa da Reuters com economistas apontava para uma expectativa de resultado similar, um saldo positivo de US$ 4,228 bilhões para o período.

Além disso, os investidores acompanharam os novos desdobramentos do caso Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.

Altas e quedas do Ibovespa

Em sessão marcada pelo tom negativo, apenas oito ações das 85 que compõem a carteira teórica do Ibovespa (IBOV) encerraram o dia em queda.

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A ponta negativa do índice foi liderada pela Localiza (RENT4) com recuo de 7,26%, a R$ 44,47. A ação despencou após o UBS BB rebaixar a recomendação de compra para neutra. Os analistas do banco avaliaram que a RENT4 já está “justamente precificada” nos níveis atuais.  

“Embora reconheçamos que a empresa se beneficia de um ciclo de queda de juros, acreditamos que esses benefícios estão sendo cada vez mais compensados pelos riscos crescentes de depreciação”, escreveram Alberto Valério, Andressa Varotto e Rafael Simonetti.  

O banco elevou o preço-alvo de R$ 50 para R$ 55 nos próximos 12 meses

Já a liderança da ponta positiva foi encabeçada pela Braskem (BRKM5), que avançou 15,47%, a R$ 12,54. A sessão marcou a primeira vez em dez meses que o papel da companhia superou os R$ 12.

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Exterior 

Os índices de Wall Street tiveram um dia mais negativo acompanhando os desdobramentos no Oriente Médio.

No sexto dia de conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, a Guarda Revolucionária do Irã atingiu um petroleiro dos EUA na parte norte do Golfo.

A Guarda disse ainda, em comunicado divulgado pela mídia estatal, que, em tempo de guerra, a passagem pelo Estreito de Ormuz, estaria sob o controle da República Islâmica.

Na sexta-feira (6), o mercado acompanha atento os dados do mercado de trabalho dos EUA com a divulgação do payroll. Segundo mediana do Projeções Broadcast, a expectativa é de geração de 55 mil empregos no segundo mês do ano.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -1,61%, aos 47.954,74 pontos;
  • S&P 500: -0,56%, aos 6.830,71 pontos; 
  • Nasdaq: -0,26%, aos 22.748,98 pontos.

Na Europa, os principais índices fecharam em queda, após subirem na véspera. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 1,29%, aos 604,83 pontos.

Na Ásia, em contrapartida, os índices fecharam em tom negativo, ainda como reflexo da escalada das incertezas. O índice Nikkei, do Japão, avançou 1,9%, aos 55.279,06 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,28%, aos 25.321,37 pontos. 

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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