Ibovespa tem leve alta com balanços e acordo em Ormuz no radar; 5 coisas para saber antes de investir hoje (10)
O Ibovespa (IBOV) começa a segunda semana de agosto com a agenda agitada por novos dados de inflação no Brasil e nos EUA nos próximo dias. Cenários eleitoral e geopolítico também dividem as atenções.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em leve alta de 0,12%, aos 172.726,91 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista opera em alta ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,0887 (+0,10%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,23%, aos 99.767 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segiunda-feira (10)
1 – 6ª redução seguida
Os investidores acompanham o Relatório Focus, o primeiro após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) pelo corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa Selic ao patamar de 14%.
Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram pela sexta semana consecutiva a expectativa para a inflação, de 5,03% para 5,02% para dezembro deste ano.
A projeção para Selic foi mantida em 13,75% e para o câmbio, em R$ 5,20.
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2 – De volta às atividades parlamentares
Em Brasília, o Congresso Nacional volta às atividades parlamentares em semana decisiva para as eleições de outubro.
Os partidos, federações e coligações têm até o próximo sábado (15) para fazer o registro das candidaturas e planos de governo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
3 – Pesquisa eleitoral
Na nona pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 47% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno.
Lula oscilou dentro da margem de erro 1 ponto porcentual ante os 46% obtidos no levantamento passado, da última semana, e o senador também oscilou 1 ponto porcentual, dos 45%.
Mesmo com a diferença de Lula para Flávio Bolsonaro aumentando de 1 ponto para 3 pontos porcentuais, ambos seguem empatados tecnicamente no segundo turno, já que a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo.
A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.001 pessoas entre sexta-feira (7) e este domingo (9) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-08428/2026 no TSE.
4 – Acordo sobre Ormuz
O mercado segue à espera de um acordo para a liberação total do Estreito de Ormuz. Ontem (9), o governo do Irã afirmou que um acordo com Omã sobre o trânsito na passagem marítima está na fase final de negociação.
Ainda assim, Teerã reforçou que o estreito só será totalmente reaberto após o cumprimento de outras exigências pelos Estados Unidos, como uma indenização financeira pelos danos do conflito.
“Cabe ao lado dos EUA parar e reparar suas ações ilegais e destrutivas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei nesta segunda-feira, ao mencionar o bloqueio dos EUA a portos iranianos.
Os preços do petróleo operam em alta. Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro subia 1,72%, a US$ 84,99 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro operavam com avanço de 1,80%, a US$ 79,59 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
5 – Intervenção no câmbio
Segundo o portal japonês Kyodo News, a intervenção conjunta dos Estados Unidos e do Japão, no início do mês, foi realizada devido a sinalização do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) de uma nova alta nos juros em setembro. Na última decisão, em junho, o BoJ elevou a taxa básica para 1% ao ano, a maior taxa desde 1995.
Por volta de 10h (horário de Brasília), o dólar era negociada a 158,86 ienes (+0,67%).
Para o ING, a divisa norte-americana pode voltar a subir para 160 ienes, mesmo que o BoJ aumente as taxas e o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) mantenha os juros estáveis no próximo mês.
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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters