Ibovespa tem leve alta com desaceleração do IPCA e ata do Copom; 5 coisas para saber antes de investir hoje (11)
O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta terça-feira (11) em leve alta, na esteira do exterior e valorização dos preços do petróleo. O dia deve ser movimentado por balanços corporativos e reação dos investidores a dados de inflação e ata da última decisão do Copom.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em leve alta de 0,03%, aos 172.226,97 pontos. Minutos depois, o IBOV inverteu o sinal e passou a cair 0,18%, aos 171.878,38 pontos, na mínima intradia.
No mesmo horário, o dólar à vista opera em queda ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1019 (-0,17%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,01%, aos 99.804 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (11)
1 – Inflação dentro do teto da meta
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou no comparativo mensal. A inflação oficial do Brasil subiu 0,07% em julho, após uma avanço de 0,16% no mês passado, levemente acima das expectativas do mercado.
No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,44% — abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC) de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
2 – Inflação do aluguel
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do alugueil registrou alta de 0,26% na primeira prévia de agosto, conforme divulgou a Fundação Getulio Vargas nesta terça-feira.
Na primeira prévia de julho, o indicador havia registrado queda de 0,39%.
O movimento foi sustentado pelo avanço do Índice de Preços ao Produtor Amplo (-0,66% para 0,28%). Houve, por outro lado, perda de força do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) nesta leitura, de 0,01% em julho para recuo de 0,09% em agosto.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou a 0,75% na primeira prévia de agosto, após alta de 0,69% na leitura anterior.
3 – Ata do Copom
Na ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que reduziu a Selic para 14% ao ano, o colegiado avalia que a atividade econômica segue em trajetória de moderação, como já era esperado.
Na política fiscal, o Copom voltou a destacar os efeitos das contas públicas tanto no curto quanto no longo prazo. Segundo a ata, medidas fiscais influenciam a demanda agregada no curto prazo, enquanto a percepção sobre a sustentabilidade da dívida pode afetar o prêmio a termo da curva de juros.
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4 – Tensão no Oriente Médio
Hoje, um pequeno navio de carga foi atacado por rebeldes houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, no Estreito de Bab el-Mandeb, resultando na morte de três tripulantes, segundo duas fontes da guarda costeira do Iêmen e dois oficiais militares do governo.
Fontes de segurança marítima disseram à Reuters que a embarcação foi atingida no Mar Vermelho, mas o destino do restante da tripulação ainda era incerto.
Com os novos ataques e impasses entre Irã e Estados Unidos no avanço das negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Os preços do petróleo operam em alta. Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro subia 0,42%, a US$ 88,09 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro operavam com avanço de 0,58%, a US$ 82,61 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
5 – IPO da Shein
A Shein, varejista online de fast-fashion, planeja lançar sua oferta pública inicial (IPO) em Hong Kong na quarta-feira da próxima semana, segundo informaram nesta terça-feira duas fontes a par do assunto.
A empresa sediada em Cingapura vem promovendo a oferta de ações junto aos investidores nesta semana, segundo uma das duas fontes e uma terceira fonte com conhecimento dos planos de comercialização.
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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters