Ibovespa opera perto da estabilidade com CPI dos EUA, mas petróleo pesa; 5 coisas para saber antes de investir hoje (12)
O Ibovespa (IBOV) opera com ligeira alta, perto da estabilidade, acompanhando o bom humor no exterior e o dado em linha com o esperado da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, o que corrobora um cenário de um banco central dos Estados Unidos menos agressivo. O petróleo, no entanto, pode pesar nos ativos brasileiros.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em leve alta de 0,07%, aos 167.984,17 pontos. Pouco depois, o Ibovespa inverteu o sinal e passou a recuar, ainda como reflexo do “risco Brasil”.
No mesmo horário, o dólar à vista opera em queda ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1581 (-0,05%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,18%, aos 99.644 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (12)
1 – Serviços
O setor de serviços brasileiro ficou estável em junho na comparação com o mês anterior e encerrou o segundo trimestre contrariando expectativa de economistas de nova queda, mas corroborando tendência de enfraquecimento da economia.
O volume de serviços apontou alta de 2,0% em junho em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters com economistas de recuo de 0,2% no mês e de alta de 1,4% na base anual.
Com isso o setor está 0,3% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Em maio, o volume de serviços caiu 0,2% sobre o mês anterior.
2 – Banco do Brasil (BBAS3)
O Banco do Brasil (BBAS3) deve apresentar mais um trimestre de resultados pressionados pela deterioração da carteira de crédito rural, mantendo os analistas cautelosos em relação à recuperação dos lucros.
A divulgação será nesta quarta-feira (12), após o fechamento do mercado. Em agosto, a ação do BB já recua 8%, o que pode indicar que o mercado já começou a precificar um resultado mais fraco.
Embora a Medida Provisória 1.376/2026, que prevê a renegociação de dívidas rurais, possa ajudar a reduzir a pressão sobre o banco, seus efeitos ainda devem demorar a aparecer no balanço.
3 – CPI em linha nos EUA
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos (EUA) avançou 0,1% no mês de julho, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira (12). Para comparação, em maio, o índice recuou 0,4%.
A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 3,4%, em linha com o esperado pelo mercado. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).
O índice de habitação subiu 0,1% em julho, representando aproximadamente dois terços do aumento mensal de todos os itens. O índice de gastos com alimentação também aumentou 0,1% no último mês, enquanto o índice de gastos com alimentação fora de casa subiu 0,3%. Por outro lado, o índice de energia caiu 1,5% em julho.
Já o índice geral de itens, excluindo alimentos e energia, subiu 0,2% em julho e 2,5% no ano, após um aumento de 2,6% em relação ao ano anterior.
Na ferramenta Fed Watch, do CME Group, a aposta de alta nos juros norte-americanos pelo Federal Reserve segue na reunião de outubro (53,2%).
4 – Oriente Médio
Com os ataques recentes a navios no Estreito de Ormuz, a expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã para reabertura da hidrovia segue sem sinais de avanço.
De acordo com uma fonte iraniana de alto escalão à Reuters, não houve discussões entre o Irã e os Estados Unidos para prorrogar o cessar-fogo porque, na perspectiva de Teerã, o acordo não tinha data de início e, portanto, não havia nada a ser prorrogado.
Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que os EUA detêm o controle sobre o Estreito de Ormuz e fez novas ameaças ao Irã.
5 – Opep
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil bpd a previsão de crescimento da demanda global pela commodity em 2026, para 600 mil bpd. Se confirmada, a projeção indica que o consumo mundial somará 105,74 milhões de bpd em 2026, segundo relatório mensal divulgado nesta quarta-feira.
Para 2027, por outro lado, a Opep elevou em 300 mil bpd a estimativa de alta da demanda, para 2,2 milhões de bpd, o que levaria o consumo total a 107,90 milhões de bpd.
A demanda nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deve cair 40 mil bpd em 2026 e crescer 300 mil bpd em 2027, projeta a Opep. Fora da OCDE, a expectativa é de altas de 600 mil bpd em 2026 e de 1,8 milhão de bpd em 2027.
Após a divulgação das projeções da Opep, os preços do petróleo inverteram o sinal e passaram a cair. Por volta de 10h13 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro recuava 0,63%, a US$ 88,35 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro operavam com queda de 0,42%, a US$ 82,84 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters