Ibovespa avança com melhora de Wall Street após inflação dos EUA; 5 coisas para saber antes de investir hoje (13)
Depois de registrar a maior perda diária desde 5 de março, o Ibovespa (IBOV) tenta recuperar as perdas da véspera com melhora do apetite no exterior após dados de inflação nos EUA em linha com o esperado. Por aqui, os balanços corporativos continuam a dividir as atenções.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 0,51%, aos 180.196,79 pontos.
O dólar à vista opera em leve queda ante o real, na contramão do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2393 (-0,06%).
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (13)
1 – Pacote de medidas ppara conter preços do petróleo
Na tarde de ontem (12), o Palácio do Planalto anunciou um pacote de medidas para conter os preços dos combustíveis.
O governo zerou a cobrança dos impostos PIS/Cofins sobre diesel para importação e comercialização, criação de subsídios para produtores e importadores de óleo diesel e ‘endureceu’ a fiscalização no controle dos preços por meio da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O governo também elevou o imposto sobre exportação de petróleo para 12%.
A subvenção e zeragem dos impostos representam uma redução de R$ 0,64 no preço do litro de diesel nas refinarias. O impacto das medidas, segundo analistas, é neutro do ponto de vista fiscal e deve custar R$ 30 bilhões aos cofres públicos, de acordo com os cálculos do Ministério da Fazenda.
2 – Setor de serviços
O volume do setor de serviços do Brasil cresceu 0,3% em relação a dezembro e teve alta de 3,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
O resultado ficou acima do esperado e que iguala o patamar recorde da série histórica. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de ganhos de 0,1% na base mensal e de 2,8% na comparação anual.
O setor já havia alcançado o patamar recorde da série histórica em outubro e novembro do ano passado, de acordo com o IBGE.
3 – Ameaça de tarifas
Na noite de ontem, o scritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos informou que iniciou investigações de práticas comerciais desleais da “Seção 301” de 60 economias em relação ao que chamou de falhas na adoção de medidas sobre trabalho forçado, incluindo o Brasil.
“Essas investigações determinarão se os governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis afeta os trabalhadores e as empresas dos EUA”, disse o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em um comunicado.
Vale lembrar que o governo Trump, tem procurado restabelecer a pressão tarifária sobre países de todo o mundo depois que a Suprema Corte norte-americana considerou ilegais suas tarifas globais em 20 de fevereiro.
Os EUA também já haviam iniciado em julho do ano passado uma investigação sobre práticas comerciais “injustas” do Brasil. Entre os alvos estavam o PIX, tarifas preferenciais adotadas pelo Brasil com alguns parceiros comerciais, crítica à efetividade de medidas anticorrupção e à política de desmatamento, proteção à propriedade intelectual e o comércio de etanol.
4 – Conflito no Irã
O conflito no Irã entrou em seu 14º dia.
Em uma nova escalada das tensões, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país escoltará embarcações pelo Estreito de Ormuz, se necessário, mas acrescentou que espera que os esforços de guerra liderados pelos EUA sejam bem-sucedidos.
Em entrevista à Fox News, Trump ainda disse que vai atacar o Irã “com muita força na próxima semana”.
Ontem, o novo líder supremo Mojtaba Khamenei disse que o Estreito de Ormuz, que passa pela costa do Irã e fornece um quinto do petróleo do mundo, também deve permanecer fechado “como instrumento de pressão contra os EUA e Israel”.
5 – Inflação nos EUA
O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), subiu 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas. Na comparação anual, o índice apresentou um aumento de 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% previstos pelos economistas consultados pela Dow Jones. O dado é a principal referência de inflação para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).
O núcleo do PCE, que exclui os preços de energia e alimentos, ficou em linha com as expectativas, em 0,4% no mês e 3,1% em relação ao ano anterior.
Após o resultado, o mercado voltou a precificar a retomada do ciclo de cortes nos juros pelo Fed em setembro. Ontem, com a escalada das tensões geopolíticas, os traders encerraram o dia precificando um afrouxamento monetário apenas em dezembro.
Para a decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), na próxima semana, os traders veem 99,3% de chance de o Fed manter os juros inalterados em 3,50% a 3,75% ao ano.
*Com informações de Reuters