Ibovespa (IBOV) opera em alta, com prévia do PIB no radar; 5 coisas para saber antes de investir hoje (19)
O Ibovespa (IBOV) abriu o pregão desta quinta-feira (19) em alta, na primeira sessão cheia após o feriado de Carnaval. No radar do mercado está a divulgação da prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Por volta de 10h17 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira subia 0,28%, aos 186.544,08 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (19)
1 – IBC-Br
O indicador mensal de atividade econômica (IBC-Br) registrou queda de 0,2% em dezembro, mostra dado divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (19). A mediana das projeções medidas pela Reuters indicava queda de 0,5%. A prévia do Produto Interno Bruto (PIB) foi a 2,5% no ano.
No mês, o indicador de indústria subiu 0,3%, o da agropecuária avançou 2,3%, serviços apresentou queda de 0,3% no mês, seguido de impostos com -0,2%. O IBC-Br excluindo a agropecuária recuou 0,3% no mês.
No trimestre encerrado em dezembro de 2025 ante o trimestre terminado em setembro de 2025, o IBC-Br apresentou alta de 0,4%.
Na edição anterior, de novembro, a prévia do PIB registrou alta de 0,70% na comparação mensal.
A última leitura fechada do PIB, do terceiro trimestre de 2025, mostra que a economia subiu 0,1%. Nos primeiros três meses do ano, o crescimento foi de 1,4%.
2 – Axia Energia (AXIA3)
A Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, convocou assembleia para o dia 1 de abril de 2026 com o intuito de deliberar uma proposta de migração da companhia para o Novo Mercado da B3, mostra fato relevante divulgado na noite de quarta-feira (18).
O Novo Mercado reúne as empresas com maior nível de governança. Se aprovada a proposta, a Axia passará a ter sua base acionária composta apenas por ações ordinárias (que dão direito a voto), uma das exigências para integrar o segmento.
Atualmente, a companhia conta com as ações AXIA3 (ordinárias, que devem permanecer se a proposta for adiante), AXIA5 (preferenciais classe A1), AXIA6 (preferenciais classe B1) e AXIA7 (preferenciais classe C).
A empresa informou que recebeu autorização da B3 para “tratamento excepcional” das ações preferenciais classe A1 (PNA1), classe criada na operação que permitiu a distribuição de R$ 30 bilhões em reservas de lucro da companhia elétrica por meio de bonificação de ações.
3 – Vale (VALE3)
A Vale (VALE3) anunciou nesta quinta-feira (19) que sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) assinou acordo com as empresas Exiro, Orion Resources Partners e Canada Growth Fund para criar um novo consórcio para o cinturão de níquel Thompson, em Manitoba, no Canadá.
O acordo prevê a formação de uma nova companhia na qual a VBM será minoritária, com participação de 18,9%, enquanto os demais parceiros terão 81,1%.
Os parceiros do consórcio se comprometeram a investir até US$200 milhões para garantir “o futuro da mineração de níquel” em Thompson, acrescentou a Vale, em comunicado.
4 – Corte de juros nos EUA
A chance de corte de juros pelo Federal Reserve em março está cada vez mais distante. A ata da reunião de janeiro deixou claro que a inflação continua no centro das preocupações da autoridade monetária, que demanda cautela antes de qualquer alteração nas taxas.
Embora o documento não tenha sugerido que a maioria dos dirigentes estivesse considerando a possibilidade de aumentos nas taxas de juros, ele indica que o Fed está se distanciando cada vez mais de um consenso para um novo reajuste.
Segundo o CME FedWatch, as apostas de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros no mês que vem caíram de 6,4% para 5,9%.
Isso coloca o banco central norte-americano em rota de colisão com o presidente Donald Trump e complica a tarefa do indicado à presidência do Fed, Kevin Warsh. Trump afirmou repetidamente que deseja que o próximo presidente implemente taxas de juros mais baixas.
5 – Conflito EUA e Irã
A Rússia afirmou na quinta-feira (19) que está observando uma escalada sem precedentes da tensão em torno do Irã, à medida que os Estados Unidos transferiam recursos militares para o Oriente Médio, e o Kremlin instou Teerã e “outras partes” a agirem com prudência e moderação.
Os EUA enviaram navios de guerra para perto do Irã, ao mesmo tempo que mantêm conversações com Teerã sobre a limitação do seu programa nuclear.
A Rússia tem um tratado de parceria estratégica com o Irã, embora não inclua uma cláusula de defesa mútua. Uma corveta naval russa realizou manobras com a Marinha iraniana no Golfo de Omã esta semana, de acordo com o Ministério da Defesa da Rússia.
*Com informações da Reuters