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Ibovespa recua quase 1% e acompanha aversão externa com conflito do Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (2)

02 mar 2026, 10:12 - atualizado em 02 mar 2026, 10:13
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia o mês de março em alerta com os ataques dos Estados Unidos, coordenados com Israel, contra o Irã, e o temor de escalada do conflito em termos globais.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com queda de 0,84%, aos 187.199,70 pontos. Apenas seis ações sobem, com destaque para as petroleiras. 



O dólar à vista opera em alta ante o real e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2083 (+1,45%).

Radar do Mercado: 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (2)

1 – Conflito no Irã

Em meio as negociações sobre o programa nuclear de Teerã, os Estados Unidos em conjunto com Israel atacaram o Irã no último sábado (28), com a confirmação da morte do líder supremo Ali Khamenei.

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O presidente Donald Trump chegou a afirmar que o Irã estaria disposto a negociar. No entanto, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, negou a informação, indicando que o conflito pode se prolongar.

Trump também declarou que a companha de bombardeiros contra o Irã continuará, possivelmente por semanas.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã assumiu, nesta segunda-feira (2), a autoria de um ataque com mísseis ao gabinete do primeiro-ministro de IsraelBenjamin Netanyahu, e ao quartel-general da Força Aérea israelense.

Segundo a Guarda Revolucionária, os mísseis também atingiram edifícios governamentais em Tel Aviv e instalações militares e de segurança em Haifa e Jerusalém Oriental. Israel não confirmou os ataques.

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2 – Expansão do conflito

Nesta segunda-feira, Israel lançou novos ataques aéreos contra o Irã e ampliou seu ataque para incluir ofensiva contra militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã, no Líbano,, enquanto Teerã afirmou ter lançado uma nova onda de mísseis que “abriu as grandes portas do fogo” sobre Israel.

Israel disse que estava atacando locais ligados aos militantes xiitas do Hezbollah no Líbano, um dos principais aliados de Teerã no Oriente Médio, depois que o Hezbollah declarou ter lançado mísseis e drones contra Israel em retaliação ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

A agência de notícias estatal libanesa NNA informou que uma contagem inicial mostrou que 31 pessoas foram mortas e 149 ficaram feridas nos ataques, que Israel disse terem como alvo os subúrbios do sul de Beirute controlados pelo Hezbollah. Israel disse que também atacou militantes seniores do Hezbollah.

Kuwait também disse que suas defesas aéreas interceptaram drones hostis, enquanto a embaixada dos EUA no Estado do Golfo emitiu um aviso para proteção devido à ameaça de ataques com mísseis e drones hostis.

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3 – Petróleo dispara

Os contratos mais líquidos do petróleo iniciaram a sessão no domingo com disparada de mais de 13% em reação ao conflito no Irã.

Já nesta segunda-feira, por volta de 9h40 (horário de Brasília), o contrato mais negociado do Brent, com vencimento em maio, operava com salto de 8,9%, a US$ 79,36 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), negociado nos Estados Unidos, subia 8,4%, a US$ 72,67 o barril, no mesmo horário.

O principal ponto de atenção é o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã – sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

Cerca de um quinto do consumo global da commodity passa pelo ‘corredor’, que conecta grandes produtores do Oriente Médio — como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar — aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.

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Na prática, qualquer bloqueio ou interrupção na passagem teria impacto direto sobre o comércio internacional e poderia pressionar ainda mais os preços do petróleo no mercado global.

Como medida emergencial, as empresas de transporte marítimo Maersk , Hapag-Lloyd e CMA CGM estão redirecionando os navios ao redor da África, longe do Canal de Suez e do Estreito de Bab el-Mandeb.

Além disso, neste fim de semana, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) decidiram aumentar a produção em 206.000 barris por dia (bpd) a partir de abril, um aumento modesto que representa menos de 0,2% da demanda global.

4 – Dólar sobe

O dólar à vista iniciou a sessão em alta firme ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, após Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã no fim de semana.

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No exterior, a moeda norte-americana é impulsionada pela alta dos preços da energia e pela busca por ativos considerados seguros, em meio a escalada da tensão geopolítica no Oriente Médio. Por volta de 10h (horário de Brasília), o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, registarava fanho de 0,84%, negociado a 98,452 pontos.

Os analistas do Barclays estimaram que o dólar pode se fortalecer entre 0,5% e 1% a cada aumento de 10% no petróleo, argumentando que a escalada no Irã se soma aos recentes fatores de sustentação da moeda americana, via preços mais altos de energia e aversão ao risco.

5 – Selic a 12% a.a. em dezembro

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) ajustaram as projeções para a Selic em 2026 pela segunda vez consecutiva, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira.

As previsões para a taxa de juros brasileira passaram de 12,13% para 12%.

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Já as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 se mantiveram inalteradas em 3,91%, após IPCA-15 mais forte do que o esperado na semana passada.

A aposta para o câmbio, por sua vez, apontam um dólar cotado a R$ 5,42 ao fim deste ano, ante os R$ 5,45 da projeção anterior.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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